Pedi aos meus amigos referências sobre mim para compôr o template deste blog. Como presente matinal de uma ensolarada segunda feira, recebo de um amigo estas palavras: "Campos a perder de vista, uma cerração que cega os viajantes, uma carroça de ciganos ao longe e uma canção de ninar. Desconfio que não é bem o tipo de contribuição que esperavas mas, enfim, é o que me lembras. E, como sabes, não há como discordar das próprias lembranças." Podes ter certeza de que é bem mais do que eu esperava. Para falar a verdade, um presente e tanto para uma noite quase dormida e uma semana de expectativas. À você, meu muito obrigado! Tenho o prazo de uma semana para absorver estas palavras...
segunda-feira, agosto 30, 2004
sexta-feira, agosto 27, 2004
Conselho é bom, sim!
Meus amigos: como ainda não descobri as artimanhas desta coisa blogueira, preciso indicar a vcs minha leitura diária: www.caiuafisha.blogger.com.br. A Dani é simplesmente demais, não percam!
Chutei a velha, essa é a nova!
No clima da Nova Schin espero, a partir da semana que vem, poder estar gritando aos quatro cantos do mundo este slogan que o título vos fala. A quem ler este humilde blog, peço que cruze os dedos e torça por mim. Na maré em que ando... pensamentos positivos são bem-vindos!
quinta-feira, agosto 26, 2004
Caiu do bercinho...
É.... já não bastasse o Trabalho de Conclusão, em fase de iniciação, a vida profissional, em fase de crescimento, a decoração do apartamento, em fase de construção, sou Presidente de Comissão da minha formatura. Meus neurônios em fase de degeneração... eita!
Viva o Brasil!
Amo ser brasileira. Nossa raça, vontade, inteligência e calor. Brasileiro se contenta com pouco, não entendo como pode! Contamos medalha a medalha ganhadas no suor dos nossos atletas sem incentivo, apoio e grana. Ouço o hino brasileiro e muitas coisas me vem à cabeça. Pensamentos bons, pode ter certeza, mas outros tantos também que me remetem a um número incontável de por quês... Mas enfim... Mais uma vez, comemoramos um ouro. Parabéns ao Brasil pela força!
Devem ser as nuvens...
Meu mau-humor hoje é algo fora do comum. Claro, fatores externos tais como o tempo, as pessoas à minha volta e tantas outras coisas colaboraram para isso. Hoje vou me trancar no meu apartamento e roer o travesseiro. Coisas de menina mimada que sou.
quarta-feira, agosto 25, 2004
Uma notícia boa! Ufa!
Nem tudo está perdido... Havia um backup dos meus arquivos de 4 anos, roubados semana passada, no computador do assistente do laboratório da faculdade. Uma vez, dei pulinhos de raiva porque o cd havia falhado e precisamos fazer mágica para recuperá-lo, motivo então dos meus arquivos estarem no pc dele. Hoje dou pulinhos de alegria. Vale a máxima: "No final tudo dá certo. Se não deu certo, é porque não chegou ao fim". Poderia acontecer com estacionamentos também... o carro, assim como o cd, não tinha seguro...
terça-feira, agosto 24, 2004
Onde vamos chegar?
Atenção, este é um momento de revolta, mas serão poucos.
Onde iremos parar? Mendigos sendo espancados até a morte em São Paulo, guerras, violência. Eu mesma fui sequestrada terça-feira passada e levaram, além de mim mesmo e tudo que eu tinha, um pouco da minha doçura. Jamais pensei que teria vontade de matar alguém. E, no entanto, queria matar dois ao mesmo tempo, com as unhas. É... talvez por isso estejamos indo para um destino não muito feliz. Se eu, que tenho o mínimo que preciso pra viver, tive este pensamento pelo qual me arrependo amargamente, o que eles teriam a perder em me levar, e a todo o resto, e quem sabe mesmo a minha própria vida? Talvez nada. Ou o tudo deles que, neste caso, representa pouco pra mim. Equivalências de valores, desenhando nossa história.
Onde iremos parar? Mendigos sendo espancados até a morte em São Paulo, guerras, violência. Eu mesma fui sequestrada terça-feira passada e levaram, além de mim mesmo e tudo que eu tinha, um pouco da minha doçura. Jamais pensei que teria vontade de matar alguém. E, no entanto, queria matar dois ao mesmo tempo, com as unhas. É... talvez por isso estejamos indo para um destino não muito feliz. Se eu, que tenho o mínimo que preciso pra viver, tive este pensamento pelo qual me arrependo amargamente, o que eles teriam a perder em me levar, e a todo o resto, e quem sabe mesmo a minha própria vida? Talvez nada. Ou o tudo deles que, neste caso, representa pouco pra mim. Equivalências de valores, desenhando nossa história.
Análise de embalagem
Apesar de aquariana, sou feita de lembranças. Adoro repassá-las, uma a uma, divagando sobre cada segundo de memória. Por isso farei muitas vezes links com o meu passado e pelo que passei nestes anos de vida até aqui.
Quando era pequena, desejava ser aeromoça. Brincava horas a fio, subindo e descendo a escada de nossa antiga casa às margens do Guaíba, zona sul de Porto Alegre, gesticulando, falando, em cima de um salto alto - futuramente quebrado - da minha mãe. Bem, o salto e a mania de falar sozinha foram as únicas coisas que permaneceram desta brincadeira. Não sou nem serei aeromoça. Talvez poderia ter sido, sou a mais alta das filhas, mas me convenci que ser garçonete de avião (longe de mim ofender esta função) era pouco. Queria um pouco mais. Nossa, então sonhei ser professora e todas as crianças menores das redondezas sofreram sérias pressões. Foram todos meus alunos, não interessava suas vontades e desejos. Bem... não ensinei minhas irmãs a ler, muito menos me dei bem como professora, matriculada muitos anos depois (por simples força das circunstâncias) no magistério. Passei pela pior experiência da minha vida (ou melhor, meus alunos), não tenho paciência para esperar alguém pensar. Grave defeito, porque exijo isto dos outros. : p
Bem, voltando às brincadeiras, à noite o banho era o ápice do dia. Pausa. Caso passe pela sua cabeça qualquer pensamento maldoso em relação a brincadeirinhas com o chuveirinho, pare por aí. Era muito cedo para isso. Bem, continuando, no chuveiro minha diversão era ensinar como tomar banho para um auditório imaginário. Imagino este programa concretizado e minha visão é nada agradável. Pois bem. E nesta patética invenção de orientar as pessoas de como se esfrega atrás da orelha, chego finalmente ao título deste post. A parte incrível e impressionante que me remete à profissional que realmente sou e à mania de analisar embalagens de xampu. Sim, porque havia merchandising no meu programa, sim, eu lia todos os componentes químicos, olhava a cara da embalagem e dizia se o produto era realmente bom ou não (sem méritos: nada de excesso de sinceridade e, sim, falta de comissão) e, nesta função, uma palavra permanece na minha lembrança: METILCLOROISOTIAZOLINONA. Pronto. Era isso. Precisava dizer que esta palavra, sei lá eu porquê, ainda habita meus pensamentos junto com as minhas lembranças. E me questiono o motivo de outra informação bem mais importante e útil não substituir esta palavra. Mas tudo bem, hoje sou publicitária. Deve ser somente para eu me conformar que alguma brincadeira da minha infância tem a ver com a minha profissão. Acho que agora posso esquecê-la. Mas, por favor, que fique o salto alto.
segunda-feira, agosto 23, 2004
Contando confetes
Nossa, primeiro post de repente nunca se esquece. Vou testar e depois conto sobre isso.
Primeiro, gostaria de homenagear duas pessoas: Will e Dani,Ella. Sem eles, com certeza continuaria calada e sem coragem de me pronunciar num blog só meu.
Contando confetes. Este nome surgiu como um espirro. Mas tem muito a ver comigo, e vou tentar listar os motivos: sou tão complicada quanto a tarefa de tentar (será que algum ser insano já fez isso?) contar confetes. Me espalho fácil, basta uma ajudinha. Mas sou colorida também, feliz, ingênua. Derretida como o papel, mas persistente e convicta das minhas obrigações, responsabilidades e paixões. Sou paciente, como o confete esperando o carnaval chegar, mas quando chega a minha hora todos notam que cheguei. Porque faço tudo com paixão,e vou embora como o carnaval, deixando muitas lembranças gostosas, felizes, mas também outras nem tanto, como não poderia deixar de ser. E quando não é carnaval, só não faço que me usem no velório. Porque no resto, ah, sempre cabe um confetezinho. Que, de tão pequeno, precisa de outros para brilhar: minha família, meus amigos e meus amores.
Primeiro, gostaria de homenagear duas pessoas: Will e Dani,Ella. Sem eles, com certeza continuaria calada e sem coragem de me pronunciar num blog só meu.
Contando confetes. Este nome surgiu como um espirro. Mas tem muito a ver comigo, e vou tentar listar os motivos: sou tão complicada quanto a tarefa de tentar (será que algum ser insano já fez isso?) contar confetes. Me espalho fácil, basta uma ajudinha. Mas sou colorida também, feliz, ingênua. Derretida como o papel, mas persistente e convicta das minhas obrigações, responsabilidades e paixões. Sou paciente, como o confete esperando o carnaval chegar, mas quando chega a minha hora todos notam que cheguei. Porque faço tudo com paixão,e vou embora como o carnaval, deixando muitas lembranças gostosas, felizes, mas também outras nem tanto, como não poderia deixar de ser. E quando não é carnaval, só não faço que me usem no velório. Porque no resto, ah, sempre cabe um confetezinho. Que, de tão pequeno, precisa de outros para brilhar: minha família, meus amigos e meus amores.
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