Enquanto vagava em seu apartamento, procurando uma desculpa para teclar aquele número proibido, lembrou-se que, além de seu coração, haviam-lhe roubado também seus bens materiais. Já não suportava mais aquela dúvida existencial sem respostas, o porquê de, ao contrário de tantas outras bem sucedidas vezes, não tinha conseguido conquistá-lo. Passada a parte da sedução, tendo conquistado méritos - considerando sua rival - a parte da conquista parecia ser a mais fácil. Afinal, qualidades não lhe faltavam: quase formada, empresária, independente, bonita, inteligente. Mas pareceu não ser o suficiente. Aliás, o problema é que julgou um dia parecer: quando não passou de uma ansiedade adolescente. Hoje transformara-se em paixão - platônica ou não, quem pode saber?!, e a ausência daquele que julga ser o príncipe encantado de sua vida, enche os braços, o coração, a cama e a casa daquela que um dia chamou de perdedora.
Como que num pesadelo real, restou-lhe alguns beijos. Como que castigo, o álcool que moveu os sentidos daquela noite, transformara-se em fel, que agora sangra seus mais selvagens instintos e doces sentimentos. Por mais que repreenda aqueles que praguejam a felicidade alheia, vê-se hoje fazendo o mesmo. Porque não consegue conceber esta cruel derrota.
E olhando pela janela, tenta entender o sentido disto tudo e ainda encontrar outro que a leve para dias menos tristes, em que sua alegria e aquelas mesmas virtudes estejam novamente afloradas. É preciso sorrir. Levaram-lhe tudo o que tinha de mais precioso... menos a força de recomeçar!
3 comentários:
Ihhhh...
Tomara que seja somente um conto!!!
Bjo Pri!
Téia
Ai... meda disso!!! Como foi o feriadão amiga???
Bjus - to com saudades!
Linda...
to por aí, viu???
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