segunda-feira, junho 27, 2005

Pshhh...

Não vou contar que neste final de semana cometi vários crimes... Também não vou contar que foram totalmente perdoáveis...
Não vou contar que sexta trabalhei até às 22 horas, apesar de ser sexta-feira.
Vou esconder que no sábado passei o dia inteiro em casa, debaixo das cobertas, vendo televisão e montando projetos.
Não posso contar que devorei sozinha, só eu, sem ninguém ver, UMA BARRA inteira de chocolate da Nestlé.
Também não revelarei que, quase em seguida, assaltei o pacote de bisnaguinhas...
E que logo mais, depois de jantar meu fricassé gostosinho, abri um pacote de Trakinas de chocolate e... bem... sobrou metade.
Mas tudo bem, também não posso mais contar que está meio constante as pessoas olharem pra mim e dizerem: "Nossa, Pri, tu tá muito magra". "Filha, tu tá bem...". "Amor, se tu emagracer mais te largo". "Você está ótima no meu reflexo... mas não esqueça aquelas estrias ali... elas não existiam!"
Não vou contar que, depois deste final de semana de comilança, acho que acumulei bastante gordura no meu corpitcho... talvez passe menos frio agora...
Também não vou revelar que a situação da minha família é cada vez pior. Mas também vou continuar escondendo isso de mim mesma. É mais fácil.
Espero poder contar que semana que vem pretendo estar melhor do que agora num setor que me preocupa mais do que qualquer outro.
Também preciso fazer segredo sobre o fato de que sou muito desligada e, por ter passado 10 anos sem telefone em casa, não percebo que é muito fácil levantá-lo do gancho e simplesmente falar com quem não vejo há tempos né, Carol...
Mas farei segredo absoluto somente de uma coisa: estou bem, apesar dos percalços... mas psiiiu.. eu não posso ficar sabendo disso!

terça-feira, junho 21, 2005

Um pouquinho de humor enlatado

É muito bom rir. Como hoje estou num dia feliz, divido com vocês um fato muito engraçado... vale a pena!

Aconteceu de verdade na radio TUPI FM 104,1 em São Paulo:
Locutor: - Quem fala?
Ouvinte: - Vicente.
Locutor: - De onde, Vicente?
Ouvinte: - Lapa!
Locutor: - Olha ai, Vicente da Lapa! Valendo o kit com camiseta e CD do Edson e Hudson. Presta atenção! Qual o País que tem duas sílabas e se come a metade? Prestou bem atenção? Há um País com 2 sílabas e 1 delas é algo muito bom para se comer. Dez segundos para responder.
Ouvinte: - CUBA!
Locutor: (mudo por alguns segundos e algumas risadas no fundo) Tá certo,senhor Vicente! Vai levar o prêmio pela criatividade. Mas aqui na minha ficha está escrito JAPÃO...

segunda-feira, junho 20, 2005

Dedinhos congelados...

...coração quente...

Como foi bom rever meus queridos e amados avós ontem...
Como foi ruim perceber que eles estão tão sozinhos...
Como foi péssimo constatar o quanto sou realmente egoísta, só penso em mim, na minha programação, esquecendo dos outros...
Como foram frios estes dois últimos dias...
Como estou sem assunto...

... vou indo embora!

sexta-feira, junho 17, 2005

SEXTA-FEIRA!!!


Hoje é um dia feliz... por ser sexta-feira, logo, o final de semana vem aí, minhas fotos da formatura (antes tarde do que nunca!!!) acabaram de chegar nas minhas mãos, alguns problemas no trabalho parecem estar resolvidos, dei muitas risadas durante toda a tarde e, provavelmente, verei meus queridos avós no domingo...
Ainda não sei o que farei quando chegar em casa... o que mais gosto de fazer fiz ontem: cheguei, organizei as coisas, pus um sonzinho tranqüilo, abri uma garrafa de cabernet e li um bom livro. Dormi gostoso... relaxada, me sentindo mais em casa do que nunca!
Tomara que surja uma boa idéia para a noite de hoje. Quem sabe um dvd... não sei.
Quarta-feira dei uma palestra e me vieram muitas lembranças boas na cabeça... Uma sensação gostosa, de fazer algo que gosto muito. Falei sobre um assunto que domino, dividi o espaço com um profissional qualificado que já me deu vários cursos e me reaproximei de um mundo ao mesmo tempo bem distante e próximo de mim hoje em dia: gestão, recursos humanos, PGQP, qualidade, gerenciamento, motivação, liderança. Meu maior desejo é trazer tudo o que aprendi em gestão para a comunicação e me parece que aos poucos vou conseguindo mesclar as duas coisas, montando planejamentos estratégicos integrados, abrangendo melhorias nos dois setores, comunicação e administração, para os clientes que tenho nas mãos.
Na verdade, me sinto muito bem assim: de forma didática, ensinar alguma coisa. Apesar do trauma de ter feito magistério, de ter lidado com crianças, serzinhos para o qual não sou muito dotada, quero logo voltar para a frente das pessoas e conversar. Trocar idéias, falar, ouvir. Na verdade quero voltar logo pra aula, fazer o mestrado e matar todas estas vontades.
Também quero dominar o que faço hoje em dia da mesma forma que um dia dominei outros assuntos, tendo a certeza e confiando no que estou fazendo. Aos poucos, com mais pressa e erros que o necessário, vou chegando lá. Tenho pessoas pacientes ao meu lado. E vontade de aprender.
Aos poucos vou substituindo meus ataques infantis por atitudes profissionais e tudo torna-se mais fácil. Aos trancos e barrancos, é verdade... Mas a vontade de me esconder debaixo do edredom quando algo dá errado já é 0,001% menor. Considerando o meu verdadeiro pavor de enfrentar as pessoas quando tenho culpa, já considero uma evolução!

Acho que era isso... Saudades de muita gente... Beijão especial pra Carol, pra Chica, pra Nega. Bibi, quero te entregar o livro! Minhas manas, como era de se esperar, vcs estão lindas nas fotos!

E mais uma semana termina. Mais um ciclo começa. Mais experiência, aprendizado, vivência! E menos vazios, às vezes tão freqüentes...

quinta-feira, junho 16, 2005

Alguém aí????!

Ando dormindo como pedra. Sei lá se pelo cansaço bem aparente ou consciência pesada pelas contas que não estão pagas. O que sei é que: o despertador está no volume máximo. Eu nem tomei conhecimento da existência dele, apesar de estar ao meu lado, dormindo comigo, no travesseiro vago ao meu lado (um dos seis que habitam a minha cama). Eu cheguei atrasada. O interfone tocou nesta madrugada durante 10 MINUTOS. Enquanto isso minha irmã congelava com o dedo apertando o botão. E eu ferrada. Deveria ter ligado! Tá, mas eu não ouço nem o despertador! Hoje de manhã, depois dela ter ido trabalhar, resolvi tirar mais um cochilinho... confiando no meu ouvido... Pra que! Atrasada de novo... Domingo, depois de ter chegado em casa às 5h da manhã, despertei com a sensação de que tinha acordado muito cedo... Olhei para o relógio e já tinha perdido a largada da F1... eram 3 DA TARDE!!!
Tô ficando preocupada... se antes eu já era preguiçosa e dorminhoca... agora estou surda!

segunda-feira, junho 13, 2005

Brasil, mostra a tua cara!

A empregada doméstica Maria Aparecida de Matos tem 24 anos, dois filhos pequenos e acaba de deixar a prisão, onde passou um ano e sete dias. Ela foi presa em flagrante quando tentava furtar um xampu e um condicionador numa farmácia, em São Paulo. Os produtos custavam 24 reais.
(Enquanto isso... Na época em que Maria tentava furtar cosmético o ex-governador de Roraima Neudo Campos foi pego no caso dos gafanhotos, que desviou uns 300 milhões de reais da folha salarial do estado. Campos foi preso, mas ficou só dez dias no xilindró. Solto em 6 de dezembro de 2003, está livre desde então. Livre, leve e solto. E rico.)
Maria é analfabeta, só sabe desenhar o nome. Nunca teve dinheiro para pagar advogado. Depois de presa, foi atendida pela assistência jurídica gratuita e pela advogada Sônia Regina Arrojo e Drigo, que se revoltou com o absurdo da situação. O primeiro recurso chegou à 2ª Vara Criminal. Solicitava que Maria aguardasse o julgamento em liberdade. A Justiça achou que ela tinha de ficar presa. Ficou.
(Enquanto isso... Jader Barbalho foi acusado de chefiar a máfia da Sudam, que patrocinou roubalheiras de 1,7 bilhão de reais. Foi preso em fevereiro de 2002. Ficou onze horas atrás das grades. Está livre desde então. Hoje é deputado federal pelo Pará. E muito rico.)
Inconformada com a decisão da 2ª Vara Criminal, a defesa de Maria foi à mais alta instância da Justiça paulista, o Tribunal de Justiça.Voltou a pedir que Maria aguardasse o julgamento em liberdade, mas, nesse meio-tempo, aconteceu o julgamento. E Maria foi condenada a um ano de detenção num manicômio penitenciário. Tinha de ficar presa. Ficou.
(Enquanto isso... A máfia dos vampiros, que assaltava o Ministério da Saúde havia treze anos, foi estourada em maio de 2004. A polícia capturou dezessete integrantes do esquema, suspeito de desviar até 2 bilhões de reais. Hoje os dezessete estão soltos. O líder das roubalheiras, Lourenço Peixoto, ficou só 104 dias na cadeia.)
Finalmente, a defesa de Maria recorreu ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. O recurso não negava o furto, apenas pedia que Maria fosse libertada devido à insignificância do crime, princípio que já tem jurisprudência formada. Um ministro do STJ, Paulo Gallotti, entendeu a inacreditável injustiça que se fazia contra Maria e mandou libertá-la. Depois de um ano e sete dias na cadeia, Maria foi solta na terça-feira passada.
(Enquanto isso... Na mesma terça-feira, o corrupto dos Correios, Maurício Marinho, depôs na polícia. Marinho é aquele que foi filmado embolsando uma propinazinha de 3.000 reais - dava para comprar 125 vidros de xampu e condicionador iguais aos que Maria tentou furtar. Marinho foi indiciado, mas está livre. Saiu do depoimento na polícia e fez um lanche no McDonald's.)
Na prisão, Maria foi torturada. Perdeu a visão do olho direito. Era vaidosa e, segundo o repórter Gilmar Penteado, da Folha de S.Paulo, que a entrevistou, tenta esconder o defeito no rosto quando conversa com alguém. Na terça-feira, quando lhe deram a notícia de que finalmente seria libertada, Maria não acreditou. Achou que fosse brincadeira. "Pensei que jamais iria sair de lá", disse ela.

É a cara do Brasil.
Não acredita ? O relato acima está na revista Veja desta semana - página 61.
Retratos de um país onde a desigualdade carrega consigo todas as esperanças daqueles que são menos favorecidos. Que leva o nosso dinheiro através dos impostos. Que prejudica a todos que não estão inclusos nas 6.000 famílias que detêm mais de 50% da riqueza nacional.

"Brasil, mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim." Cazuza

sexta-feira, junho 10, 2005

Que sufoco!!!!!!
Esta semana não tive tempo de ligar pra ninguém, olhar pra minha casa, ver se ainda tem roupa limpa, lavar a louça, tirar o lixo, tirar a sobrancelha, arrumar a cama, comprar presente de dia dos namorados, carregar o celular, comer, conversar com a Jô mesmo que sentada aqui ao lado (ela está tão ou mais atarefada do que eu), ir na minha mãe, ler jornal, saber notícias do Festival... basicamente, estamos num ritmo de trabalho de 04 turnos diários. Pelo menos espero que os resultados sejam tão grandes quanto o nosso empenho.
A quem abandonei, digamos que todos, mil perdões. Mas era agora ou nunca...

Um beijo a todos, algum juízo e um final de semana delicioso, com muito amor, cheiro, carinho, respeito. E espero conseguir desligar.

Amor, juro que neste final de semana NÃO falo em trabalho. NÃO penso em trabalho. NÃO respiro trabalho.
É promessa. E espero cumprir. Como todos os prazos que conseguimos por aqui. E lá estou eu comparando com o trabalho... Eita... Será que tem cura?!
Beijos, muitos beijos. Mas pessoalmente.

quinta-feira, junho 09, 2005

Ainda estou aqui na agência e não vislumbro sair daqui tão cedo...
Se bem que posso fazer de conta que estou na aula...
Oba! Que bom estar aqui! Ainda mais que lá, ao contrário daqui, não tem pizza e ceva como companhia...

quarta-feira, junho 08, 2005

Dois anos se passaram e parece que foi ontem. Evidência de que a vida muitas vezes não acontece da maneira que planejamos, é eu não estar de novo hospedada na avenida principal de Gramado, tomando vinho, com frio, fazendo muita festa, no Festival Mundial da Propaganda...
Tudo bem... também não imaginava que iria como profissional e não estudante, como diretora de planejamento e não estagiária...
O mundo dá voltas. Tantas que fico tonta.
Mas o beiço de não estar lá continua aqui... Junto com a minha cabeça e meu corpo sassaricando de vontade!!!

sexta-feira, junho 03, 2005

X

Odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar, odeio errar...
Em qualquer situação, sob qualquer hipótese. Principalmente no trabalho, onde acabei de fracassar. Mas se não me permito errar, me privo de aprender. Só que o sentimento de culpa é maior do que eu. O triplo de mim.
Lembro quando eu era pequena e fazia bobagem. No castigo, ficava durante horas pensando num jeito de fugir de casa, esquematizando onde eu iria ficar. Só que eu disse bem: eu era criança. Não tem mais cabimento eu continuar fazendo isso. Só que hoje é mais grave, porque realmente tenho como fugir. Sumo. Peço desculpas, me sinto a pior pessoa, a mais fracassada sobre a face da Terra e só quero ir embora. Neste exato instante só penso nisso. Será que vou superar? Quero fugir. Não posso errar. Nem me permitir a isso. E minha sensação de culpa está maior do que posso carregar, chega a me faltar o ar neste instante. Até quando?

quinta-feira, junho 02, 2005

Vontades

Hoje eu comeria um churros. Tomaria um chopp bem gelado. Faria um coque no cabelo, calçaria minha sapatilha de ponta e faria cinco horas seguidas de aula. Correria de pés descalços na grama úmida. Daria um beijo no meu vô e escutaria minha avó. Conversaria por horas com a Carol, a Nega, a Chica, a Beta. Assistiria pela milésima vez a todos os desenhos do Walt Disney e cantaria todas as músicas bem alto. Dirigiria sem destino com o som às alturas, fumando um cigarro. Dançaria a noite inteira numa balada, cercada de amigos. Vestiria uma saia e um escarpim preto pra me sentir linda. Pintaria meus cabelos novamente. Passearia pelo shopping sozinha, pensando na vida. Leria um bom livro ao som de Beethoven, Bach e Mozart na varanda do meu apartamento. Brincaria com meu dog alemão, rolando morro abaixo. Trabalharia na Paim. Tomaria um café no Moinhos de Vento. Ganharia cafuné nas costas da minha mãe. Abraçaria e conversaria com meu pai. Recomeçaria a estudar, após encontrar a especialização que procuro. Conquistaria alguém através das palavras. Ficaria uma semana na praia somente na minha companhia, mais uma vez. Me formaria de novo. Dormiria de meias. Tomaria leite gelado com café, sem açúcar. Hoje acordei cheia de vontades. Adoro o futuro do pretérito. Porque todas as minhas vontades, salvo uma delas, são de coisas que já vivi!

Tapem os ouvidos

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH...
Ufa... obrigada... precisava gritar...