segunda-feira, dezembro 26, 2005

Então é Natal. E o que você fez?

Pela data, nada em especial. Nenhum enfeite em casa, nenhum presente (a situação financeira não ajuda no momento). Alguns cartões, sim. Virtuais, é claro.
Não gosto de natal. Particularmente, acho um saco. O espírito de natal, totalmente comercial, não me contagia. Menino Jesus, nascimento, salvação? Papinho de dois milênios atrás, todo mundo já esqueceu. Na verdade o que irrita é que com quem falei a respeito, quase todos concordam comigo: estamos todos tão cansados, com compromissos até as orelhas, que o natal acabou por se transformar em mais uma convenção da sociedade. Acontece porque tem que acontecer.
"Como é que o papai noel não esquece de ninguém? Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem"
Quer mentira maior do que essa? Parar na sinaleira, sentar na rua pra tomar um café ou comer alguma coisa está cada vez mais difícil. Ao ponto de me sentir culpada por estar comendo, enquanto tem crianças tentando vender colar, artesanato, a alma. O cheiro da minha comida misturado ao da cola. Imagina então falarmos em presente. Tanta desilusão pra crianças que já não têm nada... Fico triste, muito triste...
Irritante mesmo é ler alguém reclamando tanto, quando deveria estar contagiada pelas festas de final de ano. Para isso, preciso esperar mais uma semana. Porque o reveillon, sim, me faz feliz.
Mas, como não poderia deixar de ser, um Feliz Natal a todos!!!

terça-feira, dezembro 20, 2005

A tenra idade

Arranjei duas velhas amigas... no sentido mais literal e lindo possível, porque adoro pessoas de idade. O que sei é que minha mais nova vizinha, uma senhora linda de 76 anos, sempre cheirosa, maquiada "Maquiada nada, filha, só um pozinho, um batom e um lápis na sobrancelha" e de bem com a vida, subindo e descendo aquelas longas escadas, agora é uma velha amiga. Me vi, ao anoitecer de sábado, sentada no sofá do hall do prédio, tomando chimarrão com duas doidas com mais que o triplo da minha idade, contando suas peripécias de mais de 50 anos de amizade e longas histórias. Como elas mesmas disseram, não são os jovens de hoje que aprontam. Os de antigamente é que sabiam guardar segredos.
Cada vez que chego na minha casa agora, tem uma sacolinha pendurada no trinco ou com cuquinha de goiaba, com bolachinhas, com desejo de um bom dia. E sou parada na escada para ver se já jantei, almocei (tá, mais uma pra perguntar se eu já comi?!? Deve ter uma campanha secreta por aí que não tive conhecimento), se preciso de alguma coisa. Resumindo, fui adotada! Até cortinas pra sala, depois de estar cansada dos espios alheios, eu ganhei.
Pensei nos meus avós, tão longe. Pensei nos meus outros avós, que não tive chance de curtir sem a rebeldia e a falta de paciência adolescente. Pensei no meu medo de ter filhos. Pensei nos meus jovens pais que talvez cheguem a esta idade já com bisnetos, apesar de não conseguir vê-los velhos, porque parecem ter sido gerados no formol. Pensei no desperdício de tantos senhores e senhoras cheios de experiência, histórias, lições de vida para contar, jogados em tantos abrigos por aí. Pensei se, um dia, terei alguém para contar as minhas loucuras. E cheguei à conclusão, também, de que ando envelhecendo muito rápido... por dentro! Preocupada com tantos problemas, gerando outros tantos sem motivo algum, dura, séria, um concreto impenetrável. Talvez a convivência com minhas novas velhas amigas me faça rejuvenescer. Por mais paradoxo que isto possa parecer!

sexta-feira, dezembro 16, 2005

ói eu aquiiii

Gente, sou euzinha, publicando no meu blog... eu, Prica, com meus 20 dedinhos, nariz, bolitas pretas, tudo!!!

Eu explico: neste último mês e provavelmente se ele permitir, por muito tempo, quem está publicando meus textinhos é meu fofo, lindo, amado, amigo Will... eu mando pra ele por e-mail e ele faz este rico favor pra mim! Tudo isso porque não tenho mais acesso fácil à web.

Pois bem. Sou Prica de casa nova. Com síndrome de kitinete. Um verdadeiro palácio, comparado ao ape antigo e não saio do quarto... Tá certo que falta alguma coisa na sala - digamos, todos os móveis, mas é muito engraçado... chego e me dirijo à minha cama, antigo sofá. Quando isso vai passar?!?

Bom... sei que é maravilhoso escrever aqui, na tela... queria dizer que não deu tempo de postar nos blogs das minhas amigas, mas que li tudinho, tudinho, tudinho, e estava morrendo de saudades!

Bom... vou indo!

Will: obrigada!

quinta-feira, dezembro 15, 2005

SEDEX do passado

No final de 2004 um amigo muito, mas muito especial me deu uma dica que conseguiu ser melhor ainda: escrever uma carta pra mim. Simplesmente contando tudo: como tinha sido meu ano, as realizações, expectativas, histórias tristes, alegres, banais ou nem tanto. E assim o fiz. Escrevi com tanta vontade que foram 6 longas páginas de muito papo. Além do ocorrido naquele ano, escrevi tudo o que imaginava, desejava e tinha como expectativa para 2005.
O resultado é que não vejo a hora de recebê-la novamente. E queria dizer isso a vcs: façam isso... dêem este presente de feliz ano velho a você mesmo...
Também tenho algumas conclusões, antes mesmo de abri-la... afinal, as coisas comigo nunca podem funcionar de maneira simples:
- tenho uma memória de elefante, porque lembro até em que página estão escritas algumas coisas; ou
- o ano passado, por todas as mudanças radicais e passagens positivas e negativas, foi inesquecível; ou
- 2005 passou voando. ou...
... as três coisas juntas!
Bom... o que importa é que não vejo a hora da minha carta voltar!
P. S.: Ah, mais uma coisa:
Beijos,
Ass: Fiona

terça-feira, dezembro 13, 2005

Hoje acordei com a sensação de estar carregando um container nas costas. Estou pesada, triste. Enquanto o sol brilha lindamente lá fora, estou presa numa gaiola em que meu poleiro é uma cadeira, a paisagem é a tela do computador e a brisa é o ar condicionado. Enxergo-me caminhando sem destino, de vestido esvoaçante, rasteiras nos pés e um chapéu de abas largas, tudo em cores claras. Na boca, frutas vermelhas, azedinhas. Nos cabelos, a brisa. No pensamento, nada. Livre. Liberdade. Libertinagem, talvez.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Embalos de sábado à noite


Registro de sábado, no Alternativo, dia em que a VB esteve no Patrola! Ainda
dá tempo de votar, gente... e se já votou, vote de novo!


Amanhã, finalmente, farei minha mudança!

Hoje chega lá no sítio uma nova princesa, a Tabah. Uma cadelinha muito
querida e simpática que o Caio São Francisco de Assis recolheu em Porto
Alegre e minha mãe adotou. Seja bem-vinda!

Hoje uma dor de cabeça terrível me faz companhia desde a hora em que
acordei. Tenho certeza que são meus cisos querendo dar o ar da graça mais
uma vez... eita!
Mas nada, nem estes martelinhos farão com que meu humor vá embora!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Entre caixas

Todas as minhas coisas estão encaixotadas, apenas esperando que a AES Sul faça o favor de ligar a luz no meu novo apartamento. Ano novo, casa nova. Delícia!!!
Meu apartamento novo tem portas! Porta no quarto, na cozinha, na área de serviço... Um palácio comparado ao ninho que morei até então.
Só felicidade é o que estou neste momento. Apesar de continuar acampada na minha própria casa... ontem queria achar minha pinça. Claro, super fácil de encontrar! Uma agulha num palheiro! Em qual das caixinhas, caixas e caixões?!

Sentirei saudades de algumas coisas. Daquelas que a gente reclama, mas acabam fazendo parte do dia-a-dia. Do vô e da vó gritando nos fundos da casa deles e, por consequencia, na minha sacada... da novela da meia-noite no apartamrnto de baixo - as discussões bagaceiras sempre nos horários mais inconvenientes, do Volnei chegar do trabalho às cinco e meia da manhã e eu estar dormindo desde cedo, despertar ás nove da manhã e não poder me mexer dentro de casa pra não fazer barulho, ou então tentar cozinhar e acordar ele com os olhos ardendo de cebola... de ter que estar sempre com o quarto/sala/hall/corredor arrumado pra poder receber alguém que, inevitavelmente, teria que sentar na cama... De ter que levantar da cama porque chegou alguém porque não ´dá pra continuar dormindo enquanto tem visita... das conversas na sacada com o vizinho... dos gatos brigando no telhado... do toque do interfone... enfim... de tantas coisas!

Espero que esta nova fase traga muitas coisas boas. E sei que trará... bem-vindo à minha vida, meu novo cantinho!