Antes de começar a falar, já que acesso os comments esporadicamente, mas os leio assim que recebo: um beijo, Cris, saudades, e Karol, fiquei muito feliz com teu comentário. Volte sempre!
Uau! Realmente alguma coisa aconteceu com a entrada deste ano par. Sei que coisas estranhas, mas muito agradáveis têm acontecido. Basicamente, estou mais encorajada para resolver os meus problemas, e não tenho deixado para que outros resolvam por mim.
Lembrei de vários acontecimentos da minha infância, na tentativa de ter um animal de estimação. Como tenho uma mãe que faz tudo pelos seus filhos, nunca precisei cuidar dos meus. Por conseqüência, meu senso de responsabilidade por eles não se desenvolveu. Tive periquito. Canarinho. Cocota. Todos fugiram porque eu deixei. Mas não morreram de fome porque minha mãe não deixou. Coelho. Porquinho da Índia. Minha única preocupação era não deixá-los comer as salsas plantadas no canteiro porque me disseram, um dia, que isso matava roedores. Sem falar nos cachorros... o último deles, um dog alemão, foi deixado por mim na casa dos meus pais pra minha mãe cuidar, meu pai alimentar, aquelas coisas assim. Ah, claro, dei banho nele duas vezes em quatro anos. E agora tem mais uma. A Tabah. Tive que convencer a minha mãe a adotá-la, pois ela estava órfã, abandonada, recolhida pelo meu amigo protetor ferrenho dos animais.
Pois é. Claro que carreguei minha necessidade de ter bichos pra minha casa. Já tive dois animais imaginários. Um gato persa, a Sofia, e uma cadela yorkshire Pê. Mas decidi tê-los só depois de não esquecer de dar água pras plantas pelo menos uma vez por semana. Reprovada. Matei simplesmente todas as plantinhas que passaram pela minha vida nestes últimos dois anos... e não adianta justificar que elas não choram de fome! : D
Mas agora, com apê grande, e o bichinho olhando pra mim, como expliquei há alguns dias, tudo parecia muito propício. Pois bem. Tenho me saído uma ótima mãe. Tudo bem que ainda é novidade, passaram-se apenas quatro dias, mas estou me superando. O Cazé está limpinho, não faltou comida, e tenho sido boa educadora. Sem a ajuda de ninguém. Talvez tenha invertido a ordem das coisas: primeiro ter alguém que se mexa. Depois ter plantinhas... Agora a floreira está lá, com um pé de boldo de outros carnavais plantado lá, com a terra esturricada, esperando que a jardineira aqui faça um lindo jardim. Hoje comprarei pedras. Uma coisa de cada vez!
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