terça-feira, janeiro 31, 2006

CONVITE

Para aqueles que conheço, não conheço, seguinte:
 
Quinta-feira, dia 02/02, a partir das 21h30min, é meu aniversário lá no pub da Factory, em São Léo (R. Independência).
Quem puder ficar pra balada, a noite estende-se com show da Vide Bula (capaz?!)
 
Ficaria muito contente em ver muita gente por lá!!!
 
Apareça!

Porque, por que, por quê, porquê?

... que eu sou surda?!
... que eu não ouço quando estou atenta, desatenta, dormindo, acordada?
... que eu preciso programar o despertador para uma hora antes de precisar levantar, de 10 em 10 minutos, pois simplesmente não consigo levantar em seguida ao som de despertar?
... que minha cama é tão boa?
... que precisamos levantar cedo quando dormimos tarde?
... que eu fiquei jogando Imagem e Ação até as duas da manhã, com cinco amados amigos?
... que eu reclamo tanto? 
 
De novo me atrasei. De novo acordei, sim, ouvindo meu telefone - não era o despertador. De novo, pude contar com o companheirismo e parceria dos meus amigos pra não perder a carona. De novo estou com a cara esborrachada. Amassada. Calamitosa. De novo sou uma anta. Mais uma vez, um dia que se arrasta pra passar, enquanto eu rastejo contra o relógio, o sono, a preguiça.
 
Tic-tac-tic-tac. É... tá chegando meu aniversário... dentre tantas opções de presente, acho que serei obrigada a pedir um despertador que toque uma bateria de escola de samba, ou uma corneta desafinada, ou um galo estridente.
 
Mas bom mesmo seria um despertador que tocasse primeiro cantorias de passarinho. Percebendo sua surdez, te chamasse pelo nome. Persistindo o estado de dormência, que saísse automaticamente uma mão do seu interior e te sacudisse até acordar. E se ainda assim você viesse a dormir de novo, que buscasse um balde de água fria  e derramasse sem dó nem piedade na tua cabeça, pra deixar de ser preguiçoso. Pronto. Taí meu pedido de presente de aniversário. Um despertador assim. Mas tem que ser laranja... pra combinar com a decoração do meu quarto, é claro!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Bib´s

Todas as previsões confirmaram-se, menos a de dormir às 9 horas da manhã no domingo, depois de uma super balada, terminada lá em casa com omelete num café da manhã divertidíssimo a três: meu amor, alemoa e eu.
 
Ontem à noite, quase explodi depois de um rodízio de pastéis em comemoração ao aniversario da Bibi. E, falando nisso, precisamos parabenizá-la pelo seu 1/4 de século de vida!
 
O que falar desta aquariana em tantas coisas parecidas comigo e em tantas outras totalmente diferente?! Me reconheço na bagunça do quarto, pela paixão pela dança, pela comunicação, pelas amigas, pela vida.
Quando éramos mais imaturas, ou seja, adolescentes, quase não nos suportávamos. O tempo foi passando e fomos até capazes de trabalhar juntas durante dois meses, trancadas num apartamento minúsculo, envolvidas com tele-mensagens (ui...). Hoje, fazemos tantas coisas divertidas juntas mas, o grande momento, tem sido as horas e horas (que parecem minutos) jogando Perfil, Imagem e Ação, Detetive. Descobri que somos uma excelente dupla para adivinhação de desenhos!
Fora que a Bibi virou a administradora oficial deste cantinho. Graças a ela, consigo postar via e-mail e, quando faço uma grande burrada de configuração, ou esqueço a assinatura do e-mail (da empresa), lá vai ela consertar pra mim... coisas de amiga!
Mas fora estas questões supérfluas, a Bibi tem um a inquietação saudável dentro de si. Uma capacidade de regeneração forte. Um ouvido maior que ela. (tá, a língua também pq é uma matraca, mas é sempre muito bom ouvi-la falar). Tem conselhos exatos. Um coração que transborda. Um senso de coletividade e solidariedade únicos. A Bibi é a Bib´s. Mostarda forte, saborosa, daquelas que abrem o nariz, sabe?! Vocês podem estar se perguntar porque uma analogia tão esquisita. Eu também, mas achei legal.
 
Bibi, parabéns pra ti! Sucesso. Amor. Tranqüilidade. Te desejo tudo. Tudo o que desejares, tudo que anseias, tudo o que de melhor o mundo possa te oferecer. E que o destino deste caminho sejam sempre resultados positivos!
Te adoro. Um super beijo!
 

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Acho que meu sonho chocou algumas pessoas... fico imaginando se, por ventura, resolvo publicar todos os dias os sonhos que tenho... isso que eu tinha gostado desse...
 
Buenas, final de semana com sol chegando. Preciso reenergizar meu corpo, depois de ter me esvaído de todas as formas durante esta semana que passou. Que horror! Tá, tudo isso pela teimosia de tomar água da torneira... mas o que posso fazer?! Continuo no papel como se precisasse defender o produto que pagava meu salário. Mas juro que é bem difícil jogar contra e pensar que a tal água possa fazer mal pra minha barriga.
 
E chegando os dois dias abençoados de folga, vêm junto papos e super balada com a alemoa, aniversário da Bibi no domingo, muitas e muitas amigas reunidas, beijoca da mãe, chamegos e carinho do amor e o SOL pra me acompanhar! (tá, nem preciso contar que vai ficar ainda mais pertinho do meu aniver, né?)
 
Meu bom humor não me inspira mais para escrever. Portanto, ósculos e amplexos a todos!
 
 
 
 

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Alguém chegava no sítio dizendo que meu pai tinha sofrido um acidente e estava preso nas ferragens, precisando de ajuda. Ninguém em volta com um carro para ajudar. Saímos todos à pé, em direção ao centro, era noite e fazia um certo calor. Antes de sair, minha irmã oferece 50 reais que estava me devendo e recuso. No meio do caminho, decido pegar um ônibus para Garopaba, onde chego pela manhã, bem cedo, na casa na Nega. Muitas pessoas estavam hospedadas lá e resolvo dar uma volta. Não ligo pra ninguém pra avisar que fui parar em Garopaba. Subo uma lomba muito íngreme, em que tem umas pessoas saindo da balada. Lembro que estou totalmente sem dinheiro e me pergunto como vou embora dali. Em seguida, apareço na casa de um amigo já distante e ele me aconselha a dar banho numa lula gigante. Prendo o bicho pelas patas e tento imergi-la numa bacia, mas ela solta as patas da amarração que fiz e solta um líquido na minha cara. Saio correndo e encontro vários filhotes espalhados pela casa.  Tenho que voltar para casa.
 
Acordo.

Priscila Seixas

"Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Eu vou lhe dizer, agora o oposto do que eu disse antes
Eu quero viver esta metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
É fácil chegar a um objetivo num instante
Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante"
 
 

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Só pode ser inferno astral pré-aniversário...
 
Tô num mal-humor de irritar qualquer santo...
Chorosa sem motivo... (?!)
Dor de cabeça infernal...
Meio tonta (mais do que já sou normalmente)...
 
Tá bom... juro que não bebo mais a quantidade de álcool ingerida sábado.
Mas que parece inferno astral, ah, parece!
 
 
 
 

sexta-feira, janeiro 20, 2006

"Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo, temos todo o tempo do mundo!"
 
Quem disse que ouvi o despertador hoje de manhã? Isto que é programado para tocar três vezes, em tempos espaçados de 10 minutos.
Acordei com uma musiquinha gostosa, tocando no ouvido... cheguei a pronunciar alguma coisa "ai, que bom acordar ouvindo isso, será que meu
telefone me fez uma surpresa?!" (coisas malucas que digo dormindo), quando olho pro telefone e constato que a tal música é nada mais nada menos
do que meu colega me ligando porque já estava lá embaixo me esperando. Céus! Foi um tal de corre pra cá, penteia os cabelos, escova os dentes e põe
o sapato, tudo ao mesmo tempo, enfia uma roupa qualquer, junta as coisas e sai correndo escada abaixo. Cadê os óculos escuros?! Ah, sim, ficaram no escritório.
O resumo da obra é que meus colegas de trabalho praticamente acordaram comigo hoje. Sim, né, porque ver a minha carinha quando acordo...
  

quinta-feira, janeiro 19, 2006

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Porque não aparece na minha conta bancária tão facilmente quanto digitar?!

Ai, ai...

Música do dia

"Te ver e não te querer, é improvável é impossível, te ter e ter que esquecer, é insuportável é dor incrível"

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Consultório

- Pois não, quais os sintomas?
- Boca seca, taquicardia, eriçamento espontâneo dos cabelos da nuca, arrepios constantes, olho de peixe, desvio de atenção, angústia, falta de ar.
- Há quanto tempo?
- Há alguns dias, doutor.
- Mais algum sintoma?
- Sim, grande capacidade para devaneios, cegueira total, surdez parcial e língua desembestada.
- Hum, entendo...
- É muito grave o que eu tenho, doutor?!
- Dependendo do paciente, sim. No seu caso, eu diria gravíssimo.
- Tem cura?
- No seu caso, 547 dias e meio, mais ou menos.
- O de sempre, então, doutor?!
- É, talvez. Ministramos o mesmo medicamento de sempre: Tentallis. Caso reapareçam os sintomas, ministramos novamente.
- Pro resto da vida esta função, doutor?
- Espero, sinceramente, que não.
 

terça-feira, janeiro 17, 2006

 
Nestes tempos de email, SMS, MMS, MSN (a começar pelas siglas), além de estarmos reduzindo drasticamente a língua portuguesa a hieroglifos - tente ler um blog de uma adolescente de 14 anos - temos que aprender a captar e a transmitir a emoção através das palavras. Mas como a maioria dos seres humanos costuma esconder o que realmente quer dizer falando -  imagina escrevendo, o que ficaria ainda mais claro - vem utilizando-se de um artifício antigo, encontrado na maioria das vezes em histórias em quadrinhos: as onomatopéias.
 
Mas como estamos falando de comunicação, onde há um abismo infinito entre o que comunica e o que recebe a informação, é bastante provável que você diga:
- Hum... gostei...
E a pessoa entenda: "bah, fulana gostou muito de mim, do presente, do sexo, abafei!!!
Do que: "calma, estou pensando... é... até que passa"
 
Ou então:
- ahhhhhhh...
Alguém entende do outro lado que você grita de felicidade, medo, enquanto que você simplesmente lamenta algo...
 
E a falta de um ponto de exclamação? O namorado escreve que vai jogar futebol com os amigos e depois tomar cerveja no postinho. Você, de bico amarrado, é lógico, escreve um gelado e melado: - Aham...  Mas e se fosse: - Aham!  Pronto, ferrou! Um ponto de exclamação e ele já enxergou você praticamente dando pulinhos de alegria do outro lado.
 
E, de onomatopéia em onomatopéia, somos entendidos, incompreendidos, incompreensíveis e ferrados. Ainda mais quando o interlocutor é a favor de inventar incríveis exemplos ( no caso eu )  jurando que será perfeitamente entendido pelo receptor.
 
Aham...!
 
Você entendeu que simplesmente concordei? Que lamentei? Que constatei com cara de gênia?!
 
 
Pois é. Eu estava sendo irônica...
 
 
Bem, tudo isto começou quando eu escrevi um e-mail pra alemoa, inventando uma pra variar, e ri da própria desgraça. Então entramos numa aula didaticamente complexa sobre o assunto e fizemos uma provinha. Se alguém quiser participar, o exemplo está aí embaixo. Recorte e cole pros comment´s! Digamos, que entre nós duas, tivemos 50% de aproveitamento! Isso que nos falamos o dia inteiro por e-mail!!!
 
 
Aulinha:
 
1) Escreva ao lado o significado de cada onomatopéia:
 
a) pof! - 
b) snif -  
c) créc - 
d) crás -  
e) ronc -  
f) Ifhs! -  
g) tóim  -
h) fuc-fuc-fuc -  
 
 
Daqui a uns tempos divulgo o resultado.
 
Smack! Upa! a todos!
 
 
 
Nestes tempos de email, SMS, MMS, MSN (a começar pelas siglas), além de estarmos reduzindo drasticamente a língua portuguesa a hieroglifos - tente ler um blog de uma adolescente de 14 anos - temos que aprender a captar e a transmitir a emoção através das palavras. Mas como a maioria dos seres humanos costuma esconder o que realmente quer dizer falando -  imagina escrevendo, o que ficaria ainda mais claro - vem utilizando-se de um artifício antigo, encontrado na maioria das vezes em histórias em quadrinhos: as onomatopéias.
 
Mas como estamos falando de comunicação, onde há um abismo infinito entre o que comunica e o que recebe a informação, é bastante provável que você diga:
- Hum... gostei...
E a pessoa entenda: "bah, fulana gostou muito de mim, do presente, do sexo, abafei!!!
Do que: "calma, estou pensando... é... até que passa"
 
Ou então:
- ahhhhhhh...
Alguém entende do outro lado que você grita de felicidade, medo, enquanto que você simplesmente lamenta algo...
 
E a falta de um ponto de exclamação? O namorado escreve que vai jogar futebol com os amigos e depois tomar cerveja no postinho. Você, de bico amarrado, é lógico, escreve um gelado e melado: - Aham...  Mas e se fosse: - Aham!  Pronto, ferrou! Um ponto de exclamação e ele já enxergou você praticamente dando pulinhos de alegria do outro lado.
 
E, de onomatopéia em onomatopéia, somos entendidos, incompreendidos, incompreensíveis e ferrados. Ainda mais quando o interlocutor é a favor de inventar incríveis exemplos ( no caso eu )  jurando que será perfeitamente entendido pelo receptor.
 
Aham...!
 
Você entendeu que simplesmente concordei? Que lamentei? Que constatei com cara de gênia?!
 
 
Pois é. Eu estava sendo irônica...
 
 
Bem, tudo isto começou quando eu escrevi um e-mail pra alemoa, inventando uma pra variar, e ri da própria desgraça. Então entramos numa aula didaticamente complexa sobre o assunto e fizemos uma provinha. Se alguém quiser participar, o exemplo está aí embaixo. Recorte e cole pros comment´s! Digamos, que entre nós duas, tivemos 50% de aproveitamento! Isso que nos falamos o dia inteiro por e-mail!!!
 
 
Aulinha:
 
1) Escreva ao lado o significado de cada onomatopéia:
 
a) pof! - 
b) snif -  
c) créc - 
d) crás -  
e) ronc -  
f) Ifhs! -  
g) tóim  -
h) fuc-fuc-fuc -  
 
 
Daqui a uns tempos divulgo o resultado.
 
Smack! Upa! a todos!
 
 
 

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Ou, ainda,

toma lá, dá cá... ?

Ou seria...

... quem não arrisca não petisca?!

Lema da semana:

Querer, às vezes, não é poder...

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Acabou a brincadeira...

Durou uma semana e foi embora....
... apesar de todos os cocôs...
... apesar dos xixis no meu carpete...
... apesar das noites mal dormidas do choro compulsivo...
 
Sentirei falta...
... das lambidas...
... do companheiro...
... da alegria ao me ver...
... da manha pela comida...
... de vê-lo dormindo em cima da minha vaquinha de pelúcia...
... de fazer cosquinha em sua barriga...
... de ver que alguém gostava do meu chulé...
... de vê-lo dormindo com o fuço dentro da minha pantufa de pelúcia em formato de elefante...
 
Tchau Cazé... "Foi pouco tempo, mas valeu, vivi cada segundo..."
Não adiantaria agir como menina mimada, porque o bichinho tava sofrendo demais. Passava 15 horas sozinho em casa, um bebê de um mês e pouco. Agora ele está bem melhor. Numa casa em que tem criança, outros bichos e uma nova dona apaixonada por animais. É... é preciso saber a hora de recuar... quem sabe, um dia, eu possa novamente ter um bichinho. Mas é inacreditável como me apeguei àquela bolinha de pêlos, apesar de apenas uma semana de conviência e muitos cocôs pra contar história...
 
Tchau, Cazé!!!
 
 

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Sabe aqueles dias em que você acorda e parece que o sol te dá boas-vindas?
Que o ar que você respira parece ser feito só pra você e que ele penetra nas narinas, purifica os pulmões e a cada expiração a impressão é que você exalou poder?
Que você se olha no espelho, lança um beijo e se olha de perfil, porque este é seu melhor ângulo?
Passa creme, põe a sandália delicadamente para combinar com a roupa que, neste instante, faz as vezes de moldura para a bela, rara e única peça - você, e a maquiagem usada é somente um rímel (curvex para ajudar, claro) e um gloss para finalizar?
Você toma um café da manhã na mesa de plástico, suco de laranja no copo de requeijão mas, neste momento, aquelas são as melhores e mais nobres peças que existem?
Ao sair, dá aquela última olhada estratégica no material no espelho, faz caras e bocas e, ao fechar a porta, pensa ser a mais especial das criaturas?
 
Pois bem. Não tenha medo de ser feliz, muito menos de emanar ao seu redor aquela aura de felicidade e poder que resolveu acordar contigo hoje. Eu tenho certeza que hoje nada me abala. Porque a auto-estima, a auto-confiança, a felicidade em si, transformam qualquer problema em solução. O pensamento fica mais claro, o poder decisório está em suas mãos e você luta com convicção pelos seus pontos de vista, porque tem certeza deles e dos resultados. Você não come, mas degusta. Não beija, sorve. Não sorri, encanta. Não olha, penetra. Não caminha, levita. Brinca de sedução. Despe-se de pudores. Veste-se de precaução. Porque nestes momentos, quando se está forte, bloqueia energias negativas que, por mais triste que possa parecer, as desperta nas pessoas que não se encontram na mesma situação que você. E isso provoca sentimentos ruins, como a inveja, por exemplo.
 
Hoje, mesmo que esteja quente, mesmo que a conta no banco esteja zerada, mesmo que os credores estejam do teu pé, que a família esteja em crise, que existam problemas com namorado, amigos, no trabalho, não culpe-se por estar e sentir-se bem. Aproveite que o sol hoje nasceu só para você, que os homens existem só para admirá-la, que as flores perfumam para que você sinta o cheiro, que a natureza te deu a fruta mais doce, suculenta e sadia do pé. Reverencie a vida e não tenha medo de dizer, ao menos hoje: "Porra, mas eu sou gostosa!"  

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Friends

Larissa: fiquei muuito feliz em saber que você passa por aqui, ainda mais vindo do blog da Dani, de quem tb sou leitora fiel. Um beijo e passe sempre que der!!!
 
 
Alala-ô-ôô mas que calor!
Não sou sorvete, gelo, picolé, mas derreti neste final de semana, com a temperatura recorde de 41º e sensação térmica de 47º!!! Alguém consegue me explicar onde vamos parar?!
 
Este findi passou com um registro maravilhoso: estive cercada pelas minhas amigas em inúmeras situações. Amigas de longa, média, eterna data. Sexta, choppinho e pizza. Muita conversa, afiinidades descobertas, problemas e soluções compartilhadas, puxões de orelha mútuos, incentivos, motivação, trabalho, expectativas. Sábado, função de arrumação para a formatura, minha mana, seu amor e paciência e seu super kit de maquiagem e cabelo. Em direção à capital, colação de grau e festinha. Onde me senti como se fosse da família, onde fui recebida com muito amor e onde pude ver duas amigas muito especiais, que não se conheciam, sentadas uma ao lado da outra, conversando como se conhecessem há tempos. Orgulho por poder tê-las ao meu lado. Domingo derretido, mais amigas, piscina, risadas, Imagem e Ação, Perfil e Veja. Testamos os conhecimentos gerais que não tenho.
 
O que mais posso querer?! Existe problemas neste mundo, bens materiais ou qualquer outra coisa que supere a oportunidade de ter amigos?! Eu acredito que não.
 

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Adendo

Ficaria bonito dentro do texto abaixo, mas esqueci que hoje faz 01 ano que me formei...
 
Algumas coisas conseguem ficar ilesas a minha habitual capacidade de dar mancadas. E uma delas foi uma amizade que preservo, cuido, desde os oito anos de idade. Talvez pelo imenso orgulho que tenho de, apesar de ter mudado de escola, de cidade, ter conseguido manter durante 16 anos uma amizade que cruzou a infância, a adolescência e hoje invade a fase adulta. Pois bem. E amanhã é a formatura desta mihha grande amiga. E muitas lembranças agradáveis vêm à tona, como não poderia deixar de ser...
 
Eu: a menina moleque.
Ela: a princesa, filha única.
 
Eu: poucos brinquedos, poucas roupas, pouca grana.
Ela: muito rica e, por conseqüência, um muito de tudo.
 
Neste cenário, apesar da aparente total incompatibilidade, conseguimos construir histórias bárbaras. E são muitas mesmo. Tivemos diário, onde escrevíamos tudo e coisas que, hoje, acho meio sinistras pra crianças de 9 anos. Tivemos namorados na 2ª série, usávamos os 4 alianças de plástico. Ela engoliu a dela. Tivemos outros namorados ainda na 3ª, 4ª, 5ª... bom, deixa pra lá. Fundamos o Clube do Bocão da gelatina Royal, com camiseta, carteirinha, estatuto. Fomos bailarinas, cada uma em sua escola, pra poder competir quem fazia mais pirueta, ou quem tinha sapatilha de ponta primeiro. Ela foi sempre melhor. E eu melhor no colégio. Nos completávamos, pois eu ensinava ciências, estudos sociais, matemática (sério?!) e ela me ensinava outras coisas, de um mundo tão diferente do meu. Como nunca cuidei das minhas coisas, na metade do ano não tinha mais canetinha, lápis de cor. E borracha, então?! Mas ela sempre me emprestava tudo. Brincamos de bar, de aeromoça, de professora, de madames, amarelinha, jacaré, carrinho de lomba (bezetacil, bunda e coxa ralada), joga da vida, cara a cara, banco imobiliário, sinuca. Dormi muitas vezes na casa dela, tomamos banho de piscina, jogamos vôlei, andamos de patins. Planejamos morar juntas, eu ser professora, ela dentista. Hoje sou publicitária. Amanhã, ela, advogada.
 
E assim o tempo vai passando. Fico feliz por algumas coisas têm um alicerce muito forte e uma construção que resiste às ações do tempo. Porque ele, o tempo, parece estar sempre a meu favor.
 
  

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Zoo

Antes de começar a falar, já que acesso os comments esporadicamente, mas os leio assim que recebo: um beijo, Cris, saudades, e Karol, fiquei muito feliz com teu comentário. Volte sempre!
 
Uau! Realmente alguma coisa aconteceu com a entrada deste ano par. Sei que coisas estranhas, mas muito agradáveis têm acontecido. Basicamente, estou mais encorajada para resolver os meus problemas, e não tenho deixado para que outros resolvam por mim.
 
Lembrei de vários acontecimentos da minha infância, na tentativa de ter um animal de estimação. Como tenho uma mãe que faz tudo pelos seus filhos, nunca precisei cuidar dos meus. Por conseqüência, meu senso de responsabilidade por eles não se desenvolveu. Tive periquito. Canarinho. Cocota. Todos fugiram porque eu deixei. Mas não morreram de fome porque minha mãe não deixou. Coelho. Porquinho da Índia. Minha única preocupação era não deixá-los comer as salsas plantadas no canteiro porque me disseram, um dia, que isso matava roedores. Sem falar nos cachorros... o último deles, um dog alemão, foi deixado por mim na casa dos meus pais pra minha mãe cuidar, meu pai alimentar, aquelas coisas assim. Ah, claro, dei banho nele duas vezes em quatro anos. E agora tem mais uma. A Tabah. Tive que convencer a minha mãe a adotá-la, pois ela estava órfã, abandonada, recolhida pelo meu amigo protetor ferrenho dos animais.
 
Pois é. Claro que carreguei minha necessidade de ter bichos pra minha casa. Já tive dois animais imaginários. Um gato persa, a Sofia, e uma cadela yorkshire Pê. Mas decidi tê-los só depois de não esquecer de dar água pras plantas pelo menos uma vez por semana. Reprovada. Matei simplesmente todas as plantinhas que passaram pela minha vida nestes últimos dois anos... e não adianta justificar que elas não choram de fome! : D
 
Mas agora, com apê grande, e o bichinho olhando pra mim, como expliquei há alguns dias, tudo parecia muito propício. Pois bem. Tenho me saído uma ótima mãe. Tudo bem que ainda é novidade, passaram-se apenas quatro dias, mas estou me superando. O Cazé está limpinho, não faltou comida, e tenho sido boa educadora. Sem a ajuda de ninguém. Talvez tenha invertido a ordem das coisas: primeiro ter alguém que se mexa. Depois ter plantinhas... Agora a floreira está lá, com um pé de boldo de outros carnavais plantado lá, com a terra esturricada, esperando que a jardineira aqui faça um lindo jardim. Hoje comprarei pedras. Uma coisa de cada vez!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Happy new year!

Ano-novo...hora de abrir a tal cartinha que falei há alguns dias... encontrei ali desabafos de uma menina triste e imatura...
Céus, que ano terrível foi aquele 2004. Sem perspectiva alguma, li fragmentos de um coração despedaçado. De uma auto-estima enfraquecida. Sonhava em trabalhar numa tal agência que no final das contas não deu em nada, projetei parar de fumar, manter o peso da época, aprender a dançar a tango e cursar inglês. Pedi saúde, força e tranqüilidade para alguns. Nada se concretizou. Não parei de fumar, emagreci muito, dancei só em sonhos, a grana não permitiu o inglês e àqueles a quem me referi...tiveram tudo, menos o que pedi.
Ah, teve a formatura. Legal. Mas não foi só ela.
Contudo, 2005 foi um ano de superação. Em todos os sentidos. Reerguer-se das cinzas e tentar achar um chão onde parecia impossível descobri-lo. Plantar para os próximos anos. Tirar do útero forças que não tinham de onde brotar. Conheci pessoas, trabalhei em locais diferentes, errei e acertei muito. Adoeci. Do amor e no amor encontrei a cura. Lembrei que tenho uma família. Lembrei que tenho irmãs. Vi que elas cresceram... a as adultas lindas em que se transformaram. Vi o cuidado nascer de onde menos esperava. Magooei muito. Perdoei muito. Pedi perdão inúmeras vezes. Reencontrei velhos amigos e neles uma parte do meu sossego.
E 2006 chegou. Com casa nova. Dívidas indo embora. Tenho um cachorro só pras minhas pulgas. Tenho poucos e especiais amigos. Uma família que aprende a crescer. Um trabalho desafiador. Aos poucos, encontro-me em mim mesma e aprendo a ficar sozinha. Em poucos dias, a primeira realização dos projetos para 2006: para a alma, para o coração, para a liberdade.
Mas a única coisa que escrevi em minha nova carta, é o desejo de plantar coisas muito boas para 2007. Quero orgulho ao abri-la em dezembro. Quero chuva de confetes de felicidade. Quero um jardim, não, hectares de sementes plantadas em terra fértil, irrigadas com os mais lindos sonhos e cuidadas por aqueles que tanto amo.
Que venha 2006!

Cegonha

Chegou trazendo meu filho... o Cazé!
Tudo bem que antes de ter um cachorro deveria ter aprendido a cuidar de plantas, mas não consegui evitar... Da ninhada que ele nasceu, todos já tinham dono, menos ele... sendo que era o mais esperto, gordo, quietinho e lindinho... Fui olhar os bichinhos pra tentar entender por que esta exclusão e, correndo, ele veio ao meu encontro e pediu colo. Pronto. Amor à primeira vista. Como acredito que os bichos é que escolhem a gente, resolvi assumir o bebê. O que me fez muito bem. Ontem, por exemplo, não precisei ligar pra ninguém...