sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Papos no ônibus...

Enquanto isso, no banco da frente...
 
A mãe e seu rebento de, no máximo, 3 anos de idade. Pega uma balinha, fica de pé e tenta lançar pela janela a embalagem:
- Não, filho, não faz isso que é muito feio.
- O que, mãe?
- Jogar papel no chão... não pode...
- Mas mãe... não vou jogar no chão! A gente tá no ônibus!
A melhor notícia dos últimos tempos da última semana:
Garopaba, aí vamos nós!!!

quarta-feira, fevereiro 22, 2006




Pausa para o almoço...

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Papos de escritório...

- Ah, porque eu tenho chulé...
- Putz, eu também. Saio de casa, passo creminho, sprayzinho, quando chego no escritório meu pé já tá molhadinho de suor.
- Bah, vcs querem saber o cheiro do meu chulé?
- Claro que não!
- É só abrir um saco de Fandangos (salgadinho)...
 
....
 
quá, quá, quá, quá!!!
 
Imagina se eu começo a absorver isso... Fandangos tem cheiro de chulé, uma amiga que não come queijo porque tem cheiro de b.....a suja, outro que não come mamão pq tem cheiro de cocô... nossa... depois eu que tenho uma imaginação aguçada!!!
Estou com os olhos inchados de tanto chorar. Solucei como uma criança, derramando lágrimas sem fim, durante duas horas, ininterruptamente. Gritei palavras conhecidas, sussurrei desejos, concordei com a alma e o coração naquele diálogo surreal. Não fui ouvida. Talvez quem sabe sentida, mas a tecnologia que nos separava não permitiu que isso acontecesse concomitamente. Fui dormir feliz, extasiada, talvez exausta, apesar de ter me movido apenas alguns passos entre cômodos. Pedi por um futuro melhor, implorei para que quem precisasse ouvir estivesse bem atento ao que estava sendo dito... Ainda tenho um nó na garganta. Ainda agradeço por existir alguém fazendo o que eu gostaria de fazer, dizendo aquilo que eu gostaria de gritar, levando a tantas pessoas palavras e atitudes necessárias. Obrigada, Bono. Valeu, U2. Eu não estava lá. Mas estava aqui e apesar de estar no meu quarto, senti como se estivesse nos céus, onde todas as pessoas deste mundo pudessem sentir, ouvir, entender tudo. Que somos capazes, sim, de fazer um mundo melhor...

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Um início de semana que deveria ser o fim

Ontem havia uma muamba na avenida ao lado da minha casa.
Ontem, domingo, havia uma muamba a partir das 18 horas ao lado da minha casa.
Ontem, domingo, havia uma muamba a partir das 18 horas ao lado da minha casa com cinco escolas de samba fazendo o ensaio para o desfile de carnaval.
Ontem, domingo, havia uma muamba a partir das 18 horas ao lado da minha casa com cinco escolas de samba fazendo o ensaio para o desfile de carnaval e o volume era tão absurdo, tão alto, tão descomunal, que minha televisão estava no volume nº 100!!!! E eu não ouvia nada. Para falar no telefone, precisei berrar pra que a outra pessoa pudesse ouvir e tinha que fazer um esforço absurdo para ouvi-la.
Detalhes: minha televisão fica no quarto. Logo, eu estava na minha cama. Logo, era impossível dormir com aquele barulho.
Ontem, domingo, havia uma muamba que terminou depois da 1 da manhã...
 
Minha tirania dentro de casa dava dó. Sapateei, gritei a todo pulmão, esbravejei, chorei. Pra que domingo?!?!!?!? Liguei pra polícia "Tem que fazer denúncia na prefeitura, senhora, eles que autorizam este tipo de bagunça absurda". Liguei pro jornal, ah, claro, repórter à meia noite de plantão em São Leopoldo. Aham... Pensei em ligar pra AES Sul e tentar subornar alguém pra desligar a luz. Pensei em fazer uma placa com letras garrafais e sair de pijama, em protesto, no meio da avenida: "Quero dormir, dá licença?" Mas achei que ia parecer fantasia e daí não adiantaria de nada. Pensei em ir eu mesma com um alicate e cortar todos os cabos. Pensei em ter um revólver e brincar de tiro ao alvo da sacada. Ou então enforcar o puxador com o cabo do microfone. Cogitei ainda a hipótese de ir até a casa do prefeito bater panela no ouvido dele. Até pensei que meu incômodo era pequeno perto da diversão de tantas pessoas e que eu era uma egoísta. Mas quanto mais eu pensava, mais doía a minha cabeça, com tanto barulho. Toda a bateria deitada na minha cama. Os sambas enredo eu já tinha decorado todos. O cheiro de churrasquinho de gato, com salsicha do cachorro quente era de embrulhar o estômago. O jeito foi esperar aquilo tudo acabar...
 
Mas, o pior de tudo, ainda está por vir: o desfile, sábado. A noite toda....

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Lição nº 01: Jamais faça o papel de cliente oculto usando o nome verdadeiro.
Lição nº 02: Se já fez a burrada de usar o nome verdadeiro, jamais piore a situação dando o nº verdadeiro do seu celular.
Lição nº 03: Seja forte e resista de bom humor, sorrindo e ironicamente ao vendedor que, por SUA culpa, não pára de infernizar sua vida.
Lição nº 04: Você colhe o que planta: fez o cara falar durante horas sobre um produto que você não quer, é seu concorrente e você apenas quis informações para copiar, ser melhor, comprovar que é melhor. Agora agüenta.
 
Devido ao meu pequenino problema de conhecimentos gerais, ou seja, a falta deles, ganhei dos meus amigos no meu aniversário o Guia dos Curiosos. Dentre os milhares de assuntos totalmente inusitados, achei um ontem que me surpreendeu e, digamos, preocupou: ao brindar com alguém que não bebe, os desejos  e sonhos entre as duas pessoas podem ser trocados, invertidos. Preocupante para quem tem, em sua maioria, amigos que não bebem. E, claro, comecei a viajar.
 
Pensei eu brindando com a Carol. Claro que vou começar excluindo deste hipotético texto, os namorados. Nem passa pela minha cabeça ela querer o meu e eu querer o dela, até porque isso jamais daria certo. Tá bom, o namorado dela cozinha. Mas o meu não é muito chegado em cinema. Pronto. Jamais daria certo. Tá, eu ia adorar ter o pé da Carol (bailarinamente falando), mas já pensou eu planejando uma aula de literatura?! Bom, por outro lado, a Carol ia ter vontade de comer pizza e sushi. E eu iria comer mais vezes feijão com arroz. Eu iria ter ainda mais vontade de ler e comprar livros e a Carol, quem sabe, iria gostar de passar horas e horas desenhando cômodos que não existem. Quem sabe se nós trocássemos de lugar, finalmente conseguiríamos terminar de escrever um livro. Ah, eu teria muitas bolsas e blusinhas. Ops, a Carol só pensaria em pagar contas. Imagina então a Carol sem filhos e pensando se realmente, um dia, vai casar?! E eu tendo a certeza disso?! A Carol querendo muito um churrasco em família e eu tendo vários?! A Carol doente de ciúmes e eu muito tranqüila?! Nossa... pode ser perigoso. Mas pelo menos eu iria para a Alemanha e entenderia todo mundo!... e, por aqui, seria cercada de amigos por todos os lados...
 
E se eu brindasse com a Bibi?! Bom, pelo menos profissionalmente falando, não daria tanta confusão... Jornalista, publicitário, tão na mesma panela. A Bibi é aquariana, como eu. Queremos revolucionar o mundo, ajudar a todos e romper paradigmas. Beleza! Mas a Bibi adora um negão... eu amo ficar sozinha...  a Bibi quer falar italiano (e já sabe espanhol, inglês) e eu mal e porcamente o português... ih, Bibi, preju! Bem, nós duas gostamos de comer coisas esquisitas, tipo: eu, amo cuca com maionese e presunto... ela, nega-maluca com patê (é isso, Bibi?!)... ah, bem que eu ia gostar dos olhos verdes dela!!! Talvez ela gostasse da minha altura. Imagina eu trabalhando numa rádio!? Ela se encaixar na minha realidade profissional acho que é um pouquinho mais fácil... Talvez eu fosse um pouco mais doce... quem sabe mais responsável. Mas, independente de qualquer coisa, teria sonhos muito bons! E muitos amigos pra ajudar...
 
Bom, o caso é pensar muito bem antes de brindar com alguém que não bebe, pois pode ser arriscado. Mas como não acredito em superstições, vou continuar brindando. Olhando nos olhos, claro. Porque brindar sem fazê-lo, é sete anos sem trepar! (melhor não facilitar!)
 

quarta-feira, fevereiro 15, 2006





"Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz, estão em harmonia"
Mahatma Gandhi

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Cheiro bom o da felicidade...
Cheiro de amor, de cangote, de lençóis limpos.
De carro novo, de roupa nova, de café enquanto espreguiça-se na cama...
Cheiro de feijão da vó, de cabelo de mãe, cheiro da nossa casa.
 
Cheirar, ser cheirada, sorvida, tragada...
 
 

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Idéias... idéias... idéias....
 
Por que quando elas precisam vir, obrigatoriamente, dentro de um prazo curtíssimo, elas fogem como baratas?!
 
Daí me perco em devaneios, em histórias absurdas, em fragmentos de lembranças. Agora, por exemplo, preciso tão urgentemente arranjar uma solução para um problema, que perco a fome, fico zonza, penso em trilhões de coisas diferentes e.. idéia que é bom... nada!
 
Lembrei de ontem... Chegando em Porto Alegre às 9 da manhã, no centro, tendo que ir à Ipanema. Por onde começar a procurar a lotação, ônibus, carroça, que me levaria até lá?! A primeira coisa que me veio na cabeça é "quem tem boca vai à Roma". Hum, ótimo. Ipanema é mais perto. Como sou cética ao extremo, lógico que confirmei cada informação com, no mínimo, mais duas ou três almas solidárias. Cheguei ao meu destino mais rápido do que imaginava, mas não sem antes:
- morrer de medo, passando por dezenas de mendigos.
- morrer de desgosto por estar passando entre muitos mendigos com meu óculos de sol, meu biquíni na bolsa e meu salto alto.
- morrer de felicidade por passar na Borges àquela hora e encontrar, sem conseguir acreditar, uma bolsa enorme, de palha, moderníssima, à venda por R$ 4,00. Sim, quatro reais. Não errei a digitação.
- pensar, pensar e pensar que Porto Alegre é linda a qualquer hora do dia, temperatura, dia da semana.
- cruzar com uma mulher bronzeadíssima, perdidíssima, com um silicone avantajado, numa blusa de marca, numa calça justérrima, com o biquíni branco por baixo (perceptíveis partes de cima e de baixo), óculos D&G, bolsa Luis Vitton (ou algo bem semelhante por umas centenas de reais a menos), cabelos mechados e uma matraca absurda. Andando de lotação. Aliás, perdida na lotação e no seu senso questionável de direção. Precisava chegar a um tal clube que estivera no dia anterior, só que de carro. Precisava voltar para lá e confirmar as aparências. Sozinha. De lotação. Mas claro, o carro estava no estacionamento. E ai de quem duvidasse que não.
- reviver toda a minha infância, passando pela Athenas, pelo Real (que agora é algo parecido com Strip Center), pelo Morro do Sabiá, pela AABB, enfim, pela Tristeza. Bairro e sentimento de perda. Como era bom...
 
Ah, claro, preciso ter aquela idéia. Resolver aquele problema. Daí já pensei nos araçás lá do sítio, porque estou comendo uns agora, da árvore aqui do pátio da empresa. Eita frutinha boa. Azedinha, adocicada. Mas lá tinha o orvalho, o cheiro de grama, os cachorros em volta ocupando o espaço dos meus pés. A cabeça estava desocupada. Aqui falta ar, falta espaço.
 
Mas o que era mesmo que eu precisava resolver?! Ah, sim, tenho que pagar a conta da luz até amanhã, senão cortam. Tenho que fazer um depósito também, hoje é segunda-feira, logo, dia de faxina, não posso esquecer de molhar minha orquídea linda (já dura três semanas, é recorde) e aquela fôrma dentro do fogão, que eu esqueci, deve estar podre.
 
Ah, mas esta música que toca agora em pensamentos eu já enjoei "beijar, beijar, beijar... dançar, dançar, dançar... se ela dança, eu danço..." sim, sim, amanhã já é terça-feira, ah, claro, tinha esquecido, na outra é carnaval.... é, esta é uma boa idéia, mas com custo muito alto.
 
...
 
Idéias, idéias, idéias... com tantas outras coisas na cabeça, onde menos sobra espaço, é que elas não deveriam estar...
 

Tarefa cumprida

Tal como havia planejado, realmente descansei no final de semana.
Após um dia inteiro na casa da minha amiga de 16 anos, e muitas lembranças da minha infância resgatadas pelos outros, só posso dizer: desculpa, mamãe! Credo... eu era (?!) terrível!

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Acabei de mapear minhas tarefas até o dia 10 de março com prazos, responsáveis, modo de execução e custos... totalizam-se nada mais na menos do 98 tarefas. Alguma dúvida de que irei falhar?! Para quem detesta este tipo de fraqueza, não preciso ser cigana, vidente, pai de santo pra prever as tempestades que estão por vir... com um feriadão (que não é feriado, tenho que pagar estas horas) no meio, já viu!
 
Queria transferir minhas habilidades de planejamento e execução no trabalho para a minha vida pessoal. Preciso comprar um aspirador, uma máquina de lavar e mobiliar toda a minha sala, só pra começar. Porque é tão difícil atingir êxito e aplicar as ferramentas, se as domino e atinjo resultados positivos?! Sempre no trabalho. Nunca na minha vida... beleza... falha no sistema. Uma das metas para 2006 é esta. Planos de ação pra tudo!
 
Outra coisa que almejava muito era ter acordado com muita inspiração para escrever... queria digitar hoje palavras lindas, coesas, que entrelaçassem-se como num adágio. Não consegui. Como há tempos não me sentia, estou muito cansada. Mental e fisicamente. Mas vamos lá! Hoje já é sexta-feira, contra a lógica do meu raciocínio, que não acredita na rapidez com a qual esta semana passou. Duas mil quinhentas e trinta e cinco coisas (menos cinco ; D ), surgindo de minuto em minuto. Mas nestes dois dias de descanso, quero só esta palavra. Juro que me empenharei ao máximo para conseguir... projeto pessoal para a profissional. Um dependendo do outro. E segunda-feira estarei descansada para recomeçar. Com pique total!!! Sem falhas!
 

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Sabe polvo?! Tem oito braços, né?!
Sabe girafa?! Tem pescoção, né?!
Sabe coruja?! Legais os olhos grandes e alertas dela.
 
Pois bem. Hoje precisei ter mais do que oito braços pra conseguir dar conta de, pelo menos, 1/3 de toda a demanda de trabalho, um pescoço bem maior pra conseguir enxergar por cima da pilha de papéis em cima da minha mesa e dois palitinhos, um em cada olho, pra conseguir ficar acordada depois de tanta correria. Hoje, fiz jus ao meu salário. A todo ele. Em oito horas de trabalho. Será que justifica eu não trabalhar os outros 21?!
 

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

TATOO

Sempre afirmei que, se viesse a fazer uma tatuagem, já que sou uma pessoa totalmente instável e que enjoa fácil das coisas, seria algo com um significado muito forte. Algo que realmente representasse esta pessoinha que vos fala. E não simplesmente tatuar por tatuar. Pois bem. Sexta-feira, fiz minha primeira tatoo. Linda, criativa, exótica, divertida. Porque eu sou modesta, é claro.
 
Sou uma mulher muito desconfiada. Como se estivesse jogando Detetive constantemente. Tudo e todos interligam-se num enredo assustador. Aquele olhar característico, em que levanta-se o queixo alguns centímetros, inclina-se a cabeça para a esquerda, e aperta-se os olhos levemente com cara de quem tá entendendo tudo, é meu ângulo mais comum. Resumindo, tô sempre, constantemente, o tempo todo, com a pulga atrás da orelha. Pronto. Se antes no sentido figurado, já me chamavam de pulguenta, agora faço, literalmente, jus ao apelido. Ela tá bem aqui. Com a mesma cara de sapeca que eu. Dentões pra fora. Olhos enormes. Minha nova e inusitada tatoo. De onde tirei esta idéia?! Boa pergunta! Foi, justamente, dizendo com aquela pose de sempre, para aquele que mais sofre com  minhas neuras: "Eu?! A Tatuagem?! Nunca! Se fosse pra fazer uma, só se fosse uma pulga atrás da orelha". Pronto. Tô com a pulga.
 
 

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Felicidade!



Este é meu estado, após a comemoração do meu aniversário 5ª feira. Sem dúvida, ainda mais depois do ano passado, o melhor dos últimos tempos! Só tenho a agradecer todos os beijos, abraços, palavras (e músicas) de carinho. A energia positiva que recebi neste dia me carregará por muito tempo. Como é bom ter amigos... como é especial percebermos que vale a pena, sim, cuidar, preservar, mantê-los aqui, juntinho, do lado...

Carol, obrigada pelas palavras de tanta propriedade...
Bibi, a melhor descrição sobre uma Priscila sem defeitos (historiasdabibi2.blogspot.com)
Mana e cunhado, vcs dois não existem... sempre aqui pra me acudir!
Beta e Alex... sempre tão longe e tão perto, como se os dias não passassem!
Neumann, obrigada pelas fotos e por cuidar da minha sininho.
Chica!!! Como é bom te ver sorrir!!!!
Humberto e Gabi: existe, sim, vida depois do trabalho!!
Meu amor: meu aniversário marca sempre o início da nossa história juntos. O início do começo, do fim, do novamente. É muito bom te ter aqui...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

PARABÉNS! PARABÉNS!


Hoje é o meu dia, que dia mais feliz!!!! Cante novamente qua a gente pede bis!
Pensei, pensei e pensei e juro: não tenho um texto para o meu aniversário...

As únicas coisas de que sei é que AMO fazer aniversário!

E, como já acordei desejando a mim mesma felicidades (eu não tinha noção de como é estranho acordar sozinha neste dia. Você olha pro espelho e diz: parabéns, com cara de boba feliz... olha pra um lado, ninguém... pro outro, silêncio... coisa estranha! hahahahaha), desejo de novo:
PARABÉNS PRA MIIIIIIM!!!!!!!!



quarta-feira, fevereiro 01, 2006

 
Havia esquecido que no céu tem estrelas. Muitas delas, aliás. Culpa da cidade, da iluminação artificial. Deveria lembrar-me, elas estavam sempre aqui em lembranças. Lá no céu, permanecem pequeninas, o mesmo formato. Cores difusas, ora vermelhas, ora azuis, prata cintilante. Brilho especial. O mesmo dos meus olhos. Exceto quando minto, já diziam meus pais desde a tenra idade. "Tu estás mentindo, teus olhos pararam de brilhar!" Sempre duvidei desta astuta forma de me desarmar. Mas sempre tinham razão e assim passei a acreditar que estas janelas com as quais vejo o brilho das estrelas, já dizia o poeta, são as mesmas da minha alma. A verdade sempre está lá. Mergulhe no meu olhar e quebre as proteções invisíveis e defensivas que estabeleço. Enxergue o brilho que por ora podem ser apenas o líquido quente que acalma. Brilha, brilha, estrelinha. No escuro do meu olhar. Na profundidade e densidade do que sou. No infinito de possibilidades. Para perpetuar histórias, invadir outras almas e apagar sem alarde. Existindo em lembranças. Aquelas mesmas que ressurgem, admirando estrelas. Lá no céu, pequeninas. Cores difusas, ora azuis, prata cintilante. Brilho especial. O mesmo dos meus olhos.