sexta-feira, julho 28, 2006

Reforma, conserta o que não está bom. Mexe, faz e desfaz. Aparafusa, molda, reconstrói.
Mexe por fora. Não vê que o problema é por dentro?!
Que os valores estão errados? Que faz com os outros o que não gostaria que fizessem com você?
Ah! claro! Espelho bom é aquele da madastra. A mais linda do reino.
Exceto aquela...
Em tempos modernos não manda matar e trazer o coração.
Paga pra fazer igual. Paga pra ser melhor.
Pra quê mandar tirar o órgão vital se fazê-lo sofrer em vida, pessoalmente, é muito melhor?
Mas não esquece que aquele espelho reflete o externo.
Abstrai a maldade, desconhece a moral, subtrai o respeito.
Arruma por fora!
Dinheiro compra essas coisas mensuráveis...
Mas beleza é atitude. Comportamento.
Talvez seja a hora de trocar de espelho! Quem sabe ainda há tempo?!

quinta-feira, julho 27, 2006

O Mágico de Oz

Estes últimos dias estive como Dorothy, personagem principal do título acima. Como um mantra, repeti mil vezes batendo os calcanhares: "Não há lugar como a nossa casa".
São Paulo pode ser o centro de tudo, mas não tem as pessoas daqui, a linda natureza, o trânsito só meio maluco, os pseudo engarrafamentos e, claro, o cheiro da minha terra. Como é bom estar de volta!!!

segunda-feira, julho 24, 2006

Vvvvvrrrrrrrrrrrrr....

Fui à Sampa!
Quinta tô de volta.

Mando notícias, se der.

sexta-feira, julho 21, 2006

Os R$ 0,67 mais caros da minha vida

Depois da atual e agora habitual viagem de duas horas do trabalho até a minha casa, resolvo comprar um cachorro quente. Depois de 14 horas em cima de um salto gigante, mais meia hora em pé por um simples hot-dog é quase desesperador, mas nada que possa abalar meu bom humor atual.
Ao longo do dia fiz uma lista de pessoas que teria que ligar: a Carol - de aniversário, o Fer - para fofocar, minha mãe - pra ver como tá meu irmão, a Alice - pra combinar algo pro findi.
Estava quase chegando em casa. Quer algo melhor do que isso?! Pois bem. O pior disso é abrir a porta, dizer "casa, como eu te amo", apertar o interruptor e... NADA! Sim, sem luz. Como todos ao meu redor aparentemente usufruim da energia elétrica, o problema só poderia ser comigo.
Como o que não tem remédio remediado está, pelo menos me propuz a jantar meu lanche ainda quente. Acendi umas velinhas, tirei o meu sapato (ufa!!!), sentei confortavelmente e comi meu cachorro quente. Então liguei pra AES Sul.
- Moça, estou sem luz e tenho certeza que as contas estão todas pagas.
- Não, senhora, há débitos neste logradouro.
- Moça, tenho todos os comprovantes. As contas estão todas pagas.
- Senhora, ha um débito de 0,67 centavos.
- O que?!?!?!?
Aí me lembrei da tal conta de 0,67 centavos, no qual me reembolsavam outra paga em duplicidade.
- Isso quer dizer que vocês irão me deixar sem luz por 0,67 centavos?!?!
- Sim, senhora
- E qual é o prazo para religar?!
- 48 horas, senhora
- MAS EU NÃO POSSO PASSAR O FINAL DE SEMANA SEM LUZ!!!
- Então a senhora terá que pagar uma taxa de ligação de urgência.
- %#$#lkjfenwflnefhefoiefnefefi...
- O seu protocolo de atendimento é ...

Bom. O jeito era analisar as coisas pelo lado positivo. Pelo menos a geladeira está vazia, descontando algumas carnes congeladas (que a esta altura já eram, claro). Precisava dormir cedo mesmo, devido ao cansaço.. ótimo... Só que tem uma São Leopoldo Fest dentro do meu apartamento. Dia desses foi Ira!, pelo menos som agradável. Ontem, Tchê Garotos. Uhu!!! ótima canção de ninar. Mas tudo bem. O humor tava bom, né?
Tá... tenho que ligar pra um monte de gente, assim passa o tempo e o show acaba. Aham... pió
meu telefone acusa falta de bateria.... hahahahaha aquela Lei, né?!
Quer mais?! Banho!! Ah! banho frio sempre é bom pra reanimar os ânimos. É... só que lembrei do estado.. digamos... nhacoso dos cabelinhos. 15 graus lá fora. Sim, eu congelei. Sim, eu virei picolé. Só não chorei embaixo do chuveiro porque as lágrimas poderiam (sim, poderiam!!! deixa eu exagerar um pouco, pq até aqui não aumentei em nada) congelar.
Pois é... dormi, acordei, me arrumei a luz de velas e aqui estou para trabalhar. Viva, é claro. Mas com uma meia de cada cor...

quinta-feira, julho 20, 2006

Dia Feliz!!

Hoje é uma data linda.
Além de ser aniversário da Carol, minha peter pan - a quem desejo toda a felicidade do mundo, e ela sabe disso, hoje é dia do amigo.
Sei lá se é sorte, acaso, ou realmente tenho essa qualidade, consigo manter longas e sinceras amizades. Longas no exato sentido da palavra... anos, anos e anos!!! Cada amigo com sua peculiaridade, cada um deles guardados no lugar mais especial do meu coração.
Hoje, no dia do amigo, não quero apenas dizer "Feliz Dia do Amigo". Como venho fazendo todos os dias, quero apenas agradecer. Por tudo. Particularmente. Porque se colho tantas coisas boas é porque tive, incondicionalmente, meus amigos ao meu lado. Em situações e assuntos diversos, mas eles jamais me faltaram. Jamsi me deixaram na mão. E por mais que eu ache que já fizeram tudo por mim, me surpreendem a cada dia.
Obrigada, meus amigos. E espero que minha amizade seja à altura do que vocês fazem por mim. Espero conseguir retribuir com carinho e cuidar de vocês como vocês cuidam de mim.
Um beijo muito especial aos meus velhos e bons amigos!!!

terça-feira, julho 18, 2006

E ainda da calourada...

VOCÊ viu?
VOCÊ tem?
VOCÊ entendeu?!

Esquece o tu.... falando com paulistas e cariocas... só falta gargalharem do outro lado da linha!
Ai, ai...

Caloura

Quem disse que, depois de um ano, eu conseguiria de primeira, atender ao telefone de forma diferente?!
Já conheci o barrete de palmatória da criação especialmente para atendimentos: um pedaço de madeira com um prego na ponta...
Já passei pelo teste da dança dos novatos, já estou na lista pra pagar lanche dos recém chegados e já almocei com a chefe.

segunda-feira, julho 17, 2006

Vida nova?!

Sim!
Sim!
Sim!

Posso começar simplesmente pelo almoço: sushi e paeja...

Se fosse só sonho, já era bom!

quinta-feira, julho 13, 2006

As coisas boas só vêm quando estamos preparados para elas. A duras penas, aprendi isso nestes últimos tempos.
Pode parecer papo de doido, mas exatamente depois de ter tido longas e boas conversas comigo mesma, as coisas começaram a vir de enxurrada. Mas estou sabendo agradecer.
Vida nova a partir se segunda-feira. Novos desafios, novos compromissos, novas metas. Novas pessoas, nova cidade (minha velha e maravilhosa cidade!), novo emprego. Ansiedade?! Sim, como sempre. Mas a positiva. A de crescimento.
Aprendi muitas coisas novas nestas últimas semanas. De forma determinada. Soube dizer não muitas vezes, aprendi a não fugir, a encarar as coisas de frente, a falar o que precisa e escutar mais do que falar, por mais redundante que isto possa parecer.
Enfim. Estou pronta de corpo e alma para as coisas boas. Para me permitir ser feliz. Para não fugir dos problemas, mas também para não tentar criá-los compulsivamente. Um pouco mais madura, mais sensata.
Dentre algumas profundas lições que ainda faltam, só não posso esquecer a mais importante: não endurecer o coração. Não sei porque meu cérebro um dia armazenou erroneamente a informação de que ser responsável e madura quer dizer que não possa mais brincar, sorrir, ser leve e tranqüila. Sem enlouquecer os outros junto!
 

terça-feira, julho 11, 2006

Apesar de não parecer, também gosto das coisas simples...
Domingo, por exemplo!
Amiga companheira, parceira, gostos quase iguais.
Ir à Porto Alegre de trem só pra poder passear...
Passear pelo brique tomando chimarrão...
Comprar quase nada: uma um brinco, uma santinha, outra um utensílio doméstico.
Comer pipoca metade salgada, metade doce...
Caminhar horas, horas e horas pela redenção - olhando a natureza, os bichinhos, mas procurando um banheiro também.
Ir à Casa de Cultura Mário Quintana, respirar cultura, ver exposições, admirar a arquitetura.
Comer (devorar) um carreteiro gostoso na panela de ferro às 3 da tarde.
O mais impressionante de tudo é o silêncio... ainda que com muita gente em volta, o silêncio impera.
E chegar em casa descansada depois de hooooooooooooooras de exercício.
 
Valeu, Ali. Dentre tantas coisas boas que trouxeste pra mim, este domingo foi uma delas. Beijo!

sexta-feira, julho 07, 2006

Da minha amiga pra mim...

Como se mede a felicidade?

 

Posso imaginar algumas técnicas:

- A relação aflição x contentamento quando o telefone não toca e quando enfim toca

- A aceleração do coração ao receber uma boa notícia, ao ouvir a voz, ou simplesmente ao receber uma mensagem carinhosa

- O nível de paz ao se deitar no ombro, fazer carinho, dar atenção ou receber um abraço

- O grau de segurança quando se caminha de mãos dadas

- A intensidade com que se acha algo que faz lembrar aquela pessoa tão especial

- O número de sorrisos que esta pessoa proporciona com gestos e palavras simples

- Ou o nível de preocupação e raiva que é capaz de causar ao coração

- A intensidade do brilho no olhar, quando se cruzam sorridentes

- A quantidade de vezes que se sente saudade do cheiro, da risada, da pele, da mão durante um dia atarefado

- O grau de bom humor, ótimo humor, excelente humor que invade o dia

- As vezes que se tem sonhos bons durante a noite, ou mesmo de olhos abertos

- Quantas vezes se fala palavras boas e positivas palavras e deixa de reclamar por bobagens

- A corrente elétrica que passa pelo corpo no momento de um beijo

- O tamanho do sorriso que estampa o rosto ao lembrar deste alguém

- O volume e ritmo da música que toca no rádio da casa

- Ou a maneira que se dança quando ouve aquela música especial

- A velocidade que passam-se as horas quando se está junto

 

Hoje posso testar todas elas!

 

Eu estou feliz!

FELICIDADE
 
Este é meu nome no dia de hoje!

quarta-feira, julho 05, 2006

Ana Priscila Carolina

Minha garganta estranha
Quando não te vejo
me vem um desejo doido de gritar
Minha garganta arranha a tinta e os azulejos
do meu quarto, da cozinha, da sala de estar
Venho madrugada
perturbar teu sono
como um cão sem dono
me ponho a ladrar
Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso
tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar
Sei que não sou santa, às vezes vou na cara dura
às vezes ajo com condura
pra te conquistar
Mas não sou beata, me criei na rua
e não mudo minha postura só pra te agradar
Vim parar nesta cidade por força das cirscunstâncias
sou assim desde criança
me criei meio sem lar
Aprendi a me virar sozinha
e se eu tô te dando linha
é pra comer você.
 
 

terça-feira, julho 04, 2006

Inutilidade pública

A filha da Bia é a Vitória.
O mandante de tudo é o Cyro.
 
Pronto, falei. Do alto das minhas pulgas investigativas...
 
 
 

segunda-feira, julho 03, 2006

Síndrome da cortina rosa

Ao completar 11 anos de idade, me foi permitida a ousadia de escolher meu presente de aniversário. E escolhi algo que sonhava há muitos anos e, com a realização de ter um quarto só pra mim, pois acabávamos de nos mudar para uma casa muito maior, vi ali a possibilidade de ter o que sempre quisera, como tinha minha melhor amiga: um conjunto de cortinas rosas, daquelas fofas, grandes, com bandô e tudo e uma colcha para combinar. Lembro como se fosse hoje. Tendo começado na infância esta mania de desenhar decorações, tracei em linhas tortas aquele sonho infantil. Era como se aqueles metros imaginários de pano emoldurassem a janela dos meus olhos para aquele impulso de ter, finalmente, meu quarto parecido com o que tinha em sonhos.
E então minha mãe fez a encomenda. Explicou, detalhe por detalhe como ficaria meu quarto: praticamente um algodão doce. E então chegou o meu aniversário. E a cortina não veio. Calma, a costureira não havia terminado ainda. Mas amanhã vem. E amanhã já era hoje e mais uma vez eu esperei. Perguntei de cinco em cinco minutos, ansiosa pelo grande momento. E a cortina não veio de novo. Nos próximos dias que viraram semanas, debrucei-me na janela, olhando a rua -  "Ela vem hoje, filhota", numa expectativa tão grande que se realmente as coisas acontecessem pela força do pensamento, elas já estariam ali, eu enrolada naqueles fios tecidos em rosa. E a cortina não veio. Nem a colcha. Se não veio, foi-se algo: minha esperança. Passei mal durante muitos dias, minha barriga esfriava, roía as unhas, enjoava e meu corpo adoeceu de expectativa. Já era abril, meu aniversário é em fevereiro, e eu continuava esperando minha cortina rosa chegar. Mas ela jamais chegou. 
Hoje tenho o que chamo de "síndrome da cortina rosa". Não me prometa algo que não possa cumprir, não me deixe esperando porque os sintomas são os mesmos. A angústia não passou com os anos... Vou continuar olhando pela janela. Permanecerei esperando, com o mesmo otimismo, com a mesma credibilidade. Mesmo que eu saiba, lá no fundo, que a cortina rosa nunca deixou de ser apenas um sonho na minha fértil imaginação...