Àqueles que não são publicitários, uma breve introdução:
Uma das principais tarefas de uma Atendimento - minha profissão no meio publicitário - é receber informações de um job com o cliente, para transformá-lo numa historinha - a quem chamamos de briefing - para que a criação, enfim, transforme aquele bocado de informações numa campanha publicitária. Explicação breve, para ser simples.
Acontece que, neste meio de campo, existe um cliente que não entende - nem precisa entender, que fique claro - de comunicação. E que tem sempre, eu disse sempre, os mesmos cacoetes e expressões.
Eis que nossos problemas acabaram para facilitar o entendimento entre ambas as partes. Apresento então, orgulhosamente, o:
BRIEFING DO CLIENTE!
Cansados de refazer por várias vezes os trabalhos a pedido de seus clientes, publicitários criaram uma espécie de "Comanda de Criação". Agora, quem escolhe como vai ficar o trabalho é o próprio cliente, e não mais as agências de publicidade . Com a novidade, vai ser cada vez mais fácil aprovar os "jobs" e a satisfação será garantida!
Confira o questionário:
1- Escolha uma cor primária para o trabalho?
( ) Azul
( ) Vermelho
( ) Amarelo
( ) Verde
( ) Branco
( ) Preto
( ) Outros _____________
2- Que figuras serão usadas?
( ) Pessoas, quantas?____________________________
( ) Formas abstratas, muito ou pouco abstratas?_________
( ) Animais, qual?______________________________
3- Qual personagem publicitário o senhor gostaria de ver no trabalho?
( ) Funcionários felizes
( ) Criança
( ) Cachorro
( ) Mulher de biquíni
( ) Pais e Filhos
( ) Irmãos ou amigos
( ) Outros _____________________
4- Qual o tamanho do logo no anúncio?
( ) Grande
( ) Muito grande
( ) Absurdamente grande
( ) Na verdade eu quero um logo enorme e cintilante ocupando todo o espaço
5- Quais as formas devem ser priorizadas no trabalho?
( ) Círculos
( ) Quadrados
( ) Triângulos
( ) Outros ________________________
6- Quais as fontes o senhor gostaria de ver em nosso trabalho?
( ) Grossas
( ) Finas
( ) Antigas
( ) Moderninhas
( ) Tortinhas
( ) Com tracinhos nas extremidades
( ) Outras ______________________________
7- Escolha a forma do texto:
( ) Informativo longo
( ) Informativo curto
( ) Com sacadinha
( ) Sem sacadinha
( ) Duplo sentido
( ) Trocadilho
( ) Racional
( ) Emotivo
( ) Outro _________________________
8- Qual o apelo do trabalho:
( ) Desejo
( ) Preço
( ) Promoção
( ) Diversão
( ) Fome
( ) Sede
( ) Tudo junto, eu nasci sem o mínimo poder de síntese
( ) Outro ______________________________
9- Quantas vezes o senhor vai mudar de idéia durante a execução do trabalho e pedirá para refazer esta comanda?
( ) 7
( ) 49
( ) 80
( ) Todas
( ) É melhor vocês refazerem esse questionário
10- Quais opções da mesma coisa o senhor deseja?
( ) Várias, que eu mereço
( ) Várias, que eu estou pagando
( ) Várias, eu realmente adoro o atendimento de vocês
( ) Várias, o que eu gosto mesmo e de ver quantas vezes vocês conseguem fazer a mesma coisa sem enlouquecerem e começarem a se matar com golpes de mouse
11- Quais informações devem entrar no trabalho, não importa qual?
( ) Endereço
( ) e-mail
( ) Telefone
( ) CNPJ, título de eleitor e reservista
( ) "Onde tiver espaço em branco sempre cabe uma mensagem"
12- Qual mídia o senhor acha que seria fundamental para sua estratégia?
( ) Impressos
( ) Anúncio
( ) Comercial de TV
( ) Comercial de rádio
( ) Outdoor
( ) Busdoor
( ) Pipi door
( ) The Doors
( ) Outros doors, quais?_________________________
13- Qual o prazo do trabalho?
( ) Pra ontem
( ) Pra anteontem
( ) Ainda não sei
( ) Te ligo quando faltarem 15 minutos
( ) A graça é a surpresa
14- Quantas pessoas em série terão que aprovar esse trabalho?
( ) 5
( ) 17
( ) 97
( ) Minha esposa
( ) Minha esposa, porteiro, empregada e papagaio
( ) Outros, quem?_____________________
quinta-feira, março 29, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
PROMESSA CUMPRIDA...
5 cervejas e uma lagoa azul - brinde da casa.
Abandonei a Bibi - odeio ser uma amiga sem consideração. Lá foi ela tadinha, sozinha pra Barbacena, passando mal.
Efeitos da bebida... uns muito bons, outros nem tanto...
DESCULPA AMIGAAAA!
Abandonei a Bibi - odeio ser uma amiga sem consideração. Lá foi ela tadinha, sozinha pra Barbacena, passando mal.
Efeitos da bebida... uns muito bons, outros nem tanto...
DESCULPA AMIGAAAA!
sexta-feira, março 23, 2007
Entrava no site dele todos os dias. Permeio a linha tênue entre amar e odiar o que o Carpinejar escreve... às vezes ele vasculha profundamente minha alma - e não gosto disso.
E exatamente por este motivo, o abandonei por um mês. Mas hoje estava pronta para voltar.
Me arrependi. Se tivesse encontrado o texto abaixo na data em que foi escrito, eu teria justificativas/consolo/respostas para muito do que estava sentindo ou a forma como estava agindo.
Mas como sempre digo: as coisas só vêm ou acontecem quando estamos preparados para elas...
DESISTÊNCIA?
Fabrício Carpinejar
"Não recrimino quando uma amiga me diz que largará o marido ou o namorado (...) e na semana seguinte faz as pazes com ele e todos os meus conselhos são virados de lado como rascunho para anotar telefone. Não recrimino nada quando é amor.
Não recrimino porque entendo que ao lamentar "tudo está terminado!", ela está somente começando a terminar. Nem de longe é uma conclusão, talvez seja uma descrença.
Não recrimino quando ela me observa com compaixão e confessa que teve uma recaída com ele, que não foi tão bom assim, quando sei que foi o suficiente para ela deixar - durante um mês - mais um botão aberto de sua blusa. Não recrimino suas reincidências - o corpo tem lembranças próprias.
Não recrimino quando ela chega aos lugares que freqüentava com ele e jura que o esqueceu. Jura que foi lá se divertir com os amigos, mas escolhe a mesa de frente à porta, para imaginá-lo entrando com alguma roupa que ela deu de presente.
Não recrimino quando declara que ele é passado quando não vê futuro.
Não recrimino quando ela escolhe a lingerie, se prepara no salão, fica ainda mais bonita, para despistar o abrigo que veste por dentro. Não recrimino sua alternância entre a depressão e a euforia, a fragilidade de sua opinião. Não significa que não cumpriu as promessas. As promessas mudam.
Não recrimino quando ela é seca nas mensagens, mas demora imensamente entre uma letra e outra. Não recrimino sua compulsão em contar a mesma história do início do relacionamento, de fazer as mesmas perguntas para ter as mesmas respostas, de me usar para não sentir tão sozinha em sua solidão. Não recrimino porque já fui separado, já fui solteiro, já fui casado, já fui o que não quis ser, já doeu uma alegria, já gargalhei uma dor (...).
Não recrimino a loucura de esperar uma ligação e culpar os que ligam pelo simples fato de não serem ele e ainda ocupar a linha.
Não recrimino o choro, o chocolate, a falta de vontade, as palavras que não se formam a tempo de virar palavras. Não recrimino.
Sei que desistir é ainda aguardar, que separar-se não é abandonar quem amamos."
E exatamente por este motivo, o abandonei por um mês. Mas hoje estava pronta para voltar.
Me arrependi. Se tivesse encontrado o texto abaixo na data em que foi escrito, eu teria justificativas/consolo/respostas para muito do que estava sentindo ou a forma como estava agindo.
Mas como sempre digo: as coisas só vêm ou acontecem quando estamos preparados para elas...
DESISTÊNCIA?
Fabrício Carpinejar
"Não recrimino quando uma amiga me diz que largará o marido ou o namorado (...) e na semana seguinte faz as pazes com ele e todos os meus conselhos são virados de lado como rascunho para anotar telefone. Não recrimino nada quando é amor.
Não recrimino porque entendo que ao lamentar "tudo está terminado!", ela está somente começando a terminar. Nem de longe é uma conclusão, talvez seja uma descrença.
Não recrimino quando ela me observa com compaixão e confessa que teve uma recaída com ele, que não foi tão bom assim, quando sei que foi o suficiente para ela deixar - durante um mês - mais um botão aberto de sua blusa. Não recrimino suas reincidências - o corpo tem lembranças próprias.
Não recrimino quando ela chega aos lugares que freqüentava com ele e jura que o esqueceu. Jura que foi lá se divertir com os amigos, mas escolhe a mesa de frente à porta, para imaginá-lo entrando com alguma roupa que ela deu de presente.
Não recrimino quando declara que ele é passado quando não vê futuro.
Não recrimino quando ela escolhe a lingerie, se prepara no salão, fica ainda mais bonita, para despistar o abrigo que veste por dentro. Não recrimino sua alternância entre a depressão e a euforia, a fragilidade de sua opinião. Não significa que não cumpriu as promessas. As promessas mudam.
Não recrimino quando ela é seca nas mensagens, mas demora imensamente entre uma letra e outra. Não recrimino sua compulsão em contar a mesma história do início do relacionamento, de fazer as mesmas perguntas para ter as mesmas respostas, de me usar para não sentir tão sozinha em sua solidão. Não recrimino porque já fui separado, já fui solteiro, já fui casado, já fui o que não quis ser, já doeu uma alegria, já gargalhei uma dor (...).
Não recrimino a loucura de esperar uma ligação e culpar os que ligam pelo simples fato de não serem ele e ainda ocupar a linha.
Não recrimino o choro, o chocolate, a falta de vontade, as palavras que não se formam a tempo de virar palavras. Não recrimino.
Sei que desistir é ainda aguardar, que separar-se não é abandonar quem amamos."
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rascunho de mim
quarta-feira, março 21, 2007
Piada do ano
"Em seu último evento como ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, descartou, nesta quarta-feira, em São Paulo, que o setor aéreo do País vive um momento de crise, dizendo que existem apenas problemas pontuais que já foram identificados e serão resolvidos. Segundo o ministro, houve uma conjunção de fatores, que classificou como lei de Murphy, que levou a atrasos e cancelamentos de vôos nos aeroportos brasileiros desde o ano passado".
terça-feira, março 20, 2007
Meu tema-de-casa da semana
Descobrir os motivos que levaram o vidro da minha janela ficar tão sujo, bloqueando os raios do sol e, mesmo assim, me sentir tão cômoda dentro deste quarto escuro.
quinta-feira, março 15, 2007
Ãhm...
O que escrever?
Sei que talvez vocês estejam esperando uma volta cheia de idéias, com um texto arrebatador, daqueles de querer ler de novo. Pois bem... se acertei, eu esperava o mesmo.
O que posso dizer? Continuo quietinha... muitas mudanças que envolvem diretamente minha rotina, algumas decisões importantes foram tomadas. Tudo isso para investir em mim e, para isso, não me perguntem porque, precisava ficar longe.
Mas este contexto está me trazendo coisas boas: as pessoas não escrevem, ligam (quando não estou viajando e não atendo o telefone). Não escrevem, marcam almoço. Não comentam, mandam e-mail.
Enfim. Nesse tempo, viajei como doida. Duas viagens por semana. E, claro, não podia perder a oportunidade de aproveitar.
Fim de semana passado, por exemplo, resolvi ficar em São Paulo acompanhada de uma amiga que tem um amigo influente por lá. Depois de um fim de tarde no Iguatemi, champanhe na Ellus e cerveja no flat, nos aventuramos pra balada. Fui no Museum. Um lugar que, digamos, poderia ser bizarro.
Ao chegarmos lá, mais de duas da manhã (sair em SP é sensacional. Leva-se quase duas horas para conseguir chegar na balada), uma fila de carros - não, não carros, espaçonaves chamadas ferrari, porshes e estas coisas que não pertencem ao meu mundo - e um amontoado de gente. Tá, muitos V.I.Ps pertinho um do outro. Hahaha até parece que essa gente não se empilha e não se acotovela. Uma vergonha!!! Tudo isso pra tentar convencer os promotores que estavam na frente do lugar, de que um era muito mais very important que a outra. Alguns famosos, outros achando que eram e nós lá, quietinhas, seguras de si, esperando o amigo ligar pro dono do lugar e liberar nossa entrada na gaiola dos vips. Eis que entramos. E o lugar é realmente muito, muito bom.
Trata-se simplesmente de um restaurante de um prédio muito chique ao lado do Hilton que, à noite, vira um gato pardo. Muitas mesas, sofás e lounges com a maior concentração de gente bonita por metro quadrado que já vi na vida, uma boa (!!) música eletrônica e todo mundo dançando no seu lugar, sem pista.
Eis que fomos em busca de drinks. Depois de horas paradas em frente aos barmans, com vips acotovelando-se novamente por uma bebidinha, conseguimos os primeiros copos de energético com vodka dos muitos que viriam pela frente (afinal eu tinha saído de casa às 5h da manhã, enfrentado muitas reuniões, passeado muito, tudo isso em cima dos mesmos 15 cm de salto agulha). E ninguém pediu o cartão nem naquele, nem em nenhum outro momento da noite.
Lá pelo sei lá eu qual copo, decidimos que estávamos ferradas. Calculamos no mínimo 150 pila por aquela noite, considerando o lugar e a birita di grátis. O jeito era relaxar e aproveitar. Eis que, na saída, o momento mais sensacional, bizarro e indecifrável da noite: nem um real de despesa. Nem entrada, nem bebida, NADA. E não porque não nos puseram lá pra dentro. Não porque éramos supostas vips. Porque entramos junto com outras pessoas e ninguém nos perguntou qual era nosso QI. Claro que demos muitas gargalhadas. E claro que até agora não entendemos quem paga, quem é o dono, porque o local não tem o nome em lugar nenhum mas todo mundo sabe como se chama.
A noite acabou com o sol nascendo, banho de piscina térmica no hotel e um café da manhã delicioso. Para acordar logo depois e passear pela Oscar Freire, tomar o cafezinho mais caro da minha vida e celebrar um dos fins de semana mais felizes dos últimos tempos.
Dando graças por não pertencer a este mundo de gente e dinheiro de plástico e plástica.
Sei que talvez vocês estejam esperando uma volta cheia de idéias, com um texto arrebatador, daqueles de querer ler de novo. Pois bem... se acertei, eu esperava o mesmo.
O que posso dizer? Continuo quietinha... muitas mudanças que envolvem diretamente minha rotina, algumas decisões importantes foram tomadas. Tudo isso para investir em mim e, para isso, não me perguntem porque, precisava ficar longe.
Mas este contexto está me trazendo coisas boas: as pessoas não escrevem, ligam (quando não estou viajando e não atendo o telefone). Não escrevem, marcam almoço. Não comentam, mandam e-mail.
Enfim. Nesse tempo, viajei como doida. Duas viagens por semana. E, claro, não podia perder a oportunidade de aproveitar.
Fim de semana passado, por exemplo, resolvi ficar em São Paulo acompanhada de uma amiga que tem um amigo influente por lá. Depois de um fim de tarde no Iguatemi, champanhe na Ellus e cerveja no flat, nos aventuramos pra balada. Fui no Museum. Um lugar que, digamos, poderia ser bizarro.
Ao chegarmos lá, mais de duas da manhã (sair em SP é sensacional. Leva-se quase duas horas para conseguir chegar na balada), uma fila de carros - não, não carros, espaçonaves chamadas ferrari, porshes e estas coisas que não pertencem ao meu mundo - e um amontoado de gente. Tá, muitos V.I.Ps pertinho um do outro. Hahaha até parece que essa gente não se empilha e não se acotovela. Uma vergonha!!! Tudo isso pra tentar convencer os promotores que estavam na frente do lugar, de que um era muito mais very important que a outra. Alguns famosos, outros achando que eram e nós lá, quietinhas, seguras de si, esperando o amigo ligar pro dono do lugar e liberar nossa entrada na gaiola dos vips. Eis que entramos. E o lugar é realmente muito, muito bom.
Trata-se simplesmente de um restaurante de um prédio muito chique ao lado do Hilton que, à noite, vira um gato pardo. Muitas mesas, sofás e lounges com a maior concentração de gente bonita por metro quadrado que já vi na vida, uma boa (!!) música eletrônica e todo mundo dançando no seu lugar, sem pista.
Eis que fomos em busca de drinks. Depois de horas paradas em frente aos barmans, com vips acotovelando-se novamente por uma bebidinha, conseguimos os primeiros copos de energético com vodka dos muitos que viriam pela frente (afinal eu tinha saído de casa às 5h da manhã, enfrentado muitas reuniões, passeado muito, tudo isso em cima dos mesmos 15 cm de salto agulha). E ninguém pediu o cartão nem naquele, nem em nenhum outro momento da noite.
Lá pelo sei lá eu qual copo, decidimos que estávamos ferradas. Calculamos no mínimo 150 pila por aquela noite, considerando o lugar e a birita di grátis. O jeito era relaxar e aproveitar. Eis que, na saída, o momento mais sensacional, bizarro e indecifrável da noite: nem um real de despesa. Nem entrada, nem bebida, NADA. E não porque não nos puseram lá pra dentro. Não porque éramos supostas vips. Porque entramos junto com outras pessoas e ninguém nos perguntou qual era nosso QI. Claro que demos muitas gargalhadas. E claro que até agora não entendemos quem paga, quem é o dono, porque o local não tem o nome em lugar nenhum mas todo mundo sabe como se chama.
A noite acabou com o sol nascendo, banho de piscina térmica no hotel e um café da manhã delicioso. Para acordar logo depois e passear pela Oscar Freire, tomar o cafezinho mais caro da minha vida e celebrar um dos fins de semana mais felizes dos últimos tempos.
Dando graças por não pertencer a este mundo de gente e dinheiro de plástico e plástica.
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