quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Voa, sim.

Quero muito acreditar que baratas voam 16 andares. Porque não posso imaginar que eu tenha algum ralo em casa que comporte a passagem de um ser daquele tamanho descomunal que me visitou ontem à noite.

Aliás, gostaria de saber por que assassino baratas com trilha sonora, sempre com decibéis acima do permitido por lei:

- Ããããããããããããããããããããgh
- Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah (ininterrupto até acertar a bicha com o chinelo. Esta parte da trilha dura o tempo exato em que corro alucinadamente por dentro de casa, já que nasci totalmente desprovida de talento para mira).
- Sem áudio (sorriso triunfante enquanto carrego o cadáver e seus restos mortais melequentos para que a privada termine o serviço).

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Deus castiga

Desci às 22h30min pra buscar a minha janta, no restaurante/bar do térreo.
Quatro mesas com aproximadamente 10 homens cada. Nenhum chopp.
Nenhuma piadinha. Aliás, comiam em silêncio sepucral. Sonho? Não...
Encontro dos evangélicos em Porto Alegre... só podia ser!

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

A tal da estrada

Hoje estou numa das bifurcações que descrevi dias atrás.
E agoniada por não saber qual caminho escolher...

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Tá tudo bem, gente! :)

Recebi ligações e e-mails para saber se está tudo bem comigo... Fiquei muito feliz, é claro, mas me fez pensar como o que escrevo aqui pode dar um entendimento contrário da realidade.

Estou super bem, feliz, cansada é verdade, mas em paz.
Nestes momentos preciosos é que vejo o quanto meus amigos, além de tê-los, são especiais...

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Interna, que é caso perdido

Quem chegasse na minha casa ontem à noite pediria internação imediata.


Uma louca, jantando um saco de pipoca (única substância comestível em casa), com uma taça de champanhe na mão (por mais que a situação seja decadente, não há de se perder o glamour), chorando aos cântaros, soluçando desesperadamente, assistindo.... Dumbo! (pela milésima vez).


terça-feira, fevereiro 19, 2008

Rumos

Muitos dizem que a vida é uma estrada, talvez porque não haja metáfora melhor para definir a nossa evolução. É uma caminhada com um único destino certo. E, pelo caminho, construímos o que podemos nomear nossa vida, nossa trajetória.

Quando passamos a ter noção da estrada e de que precisamos trilhá-la, podemos ou não designar um destino final que, invariavelmente, muda ao longo do tempo. Dificilmente traçamos este destino sem que ele mude, seja por fatores externos ou mesmo internos. Talvez eu possa chamar isso de amadurecimento. Ou, simplesmente, porque imaginamos um destino inadequado, inatingível ou qualquer outro sinônimo.

Mas o que importa, talvez mais do que o lugar almejado, é exatamente a estrada percorrida. Nela, o GPS ainda não consegue identificar as melhores rotas. É preciso se aventurar ora sozinho, ora parando para perguntar para quem ali está também, ou porque desconhecemos o caminho ou porque estamos inseguros. Quem sabe até para nos sentirmos menos sozinhos.

E nesta longa viagem em busca do destino final, estarão lá as bifurcações em que será preciso escolher entre duas ou mais opções, as rotatórias em que entraremos e, numa breve confusão ficamos ali dando voltas sem ir em frente. Ou apenas para decidir qual opção escolher, dentre as rotas possíveis.

Estarão lá também as sinaleiras, onde é preciso parar, ter atenção ou continuar, e então é aconselhável saber que a preferência é de outro. Geralmente não passa-se por cima, a não ser que você queira desistir do seu e interromper o do outro, indiferente às conseqüências e seqüelas.

A estrada apresentará ora trechos de asfalto impecável e talvez pedágios caros, ora com buracos porfundos e predregulhos. Será dia e o caminho é tranqüilo, será noite e os faróis alheios podem comprometer a viagem. A chuva forte requererá cuidado, a neblina e a incerteza do caminho podem fazê-lo andar vagarosamente. Mas ainda assim é preciso persistir.

E se for preciso parar? Não há grandes prejuízos se as pausas forem breves. Elas são necessárias para reabastecimento, fortalecimento e para rever o planejamento e o mapa traçado. Vislumbrar o caminho já percorrido, as experiências positivas e negativas - procurando não repetir os erros e descansar. Andar na estrada cansado é um grande risco e é preciso evitá-lo.

Talvez nunca cheguemos ao destino almejado. Quem sabe, no meio do caminho, percebamos que aquilo não faz mais sentido... novas possibilidades foram vislumbradas ao longo da estrada, a rota foi alterada, companheiros de viagem chegaram e apresentaram novas oportunidades. Mas o mais importante é jamais deixar de enxergar claramente onde queremos chegar. Não trilhar o caminho do outro. É não ter medo de seguir sozinho quando preciso e acompanhado quando necessário ou prazeroso. Ter coragem para enfrentar os obstáculos, surpresas e dificuldades. E ter a certeza de que a oportunidade de seguir pela estrada é uma só. E depende somente de cada um decidir o destino e a forma de chegar lá.

A verdade é que estamos, todos, nesta mesma estrada e é possível que te encontre no próximo cruzamento. Só espero que, quando esta hora chegar, saibamos de quem é a preferencial. Eu posso precisar da sua ajuda para entender o caminho, posso convidá-lo a vir comigo, ou o contrário. Mas desde já, espero que sua viagem esteja sendo tranqüila... Nos vemos por aí!

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Meu coração vai explodir. Ansiedade, expectativas, medo (bom) do que vem pela frente.

Tecnologia

Pra que sujar as mãos e pagar assinatura?! Bendita tecnologia!

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Pérolas Big Brother + cultura inútil

Primeiro encoxa





Cueca branca



Juliana foge de medo
E Rafinha ainda pergunta para a Natália:
- Ficou transparente?
- Não, imagina, vi até as veias.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

O que me irrita

(clique e assista. Esta sou eu.)

É impossível assistir Fernanda Young e não ter idéias sobre o que me irrita. Já que, pra começo de conversa, não é preciso muito para me deixar no extremo do limite da irritação. E nem precisa me deixar sem cigarro para isso acontecer.
Dos motivos que me lembrei, seguem alguns que me deixam muito, mas muito irritada. Porque existem zilhões deles.

- Pó. Porque me faz espirrar e porque acaba com a faxina em menos de duas horas. Pó me irrita até dentro do aspirador. Aspiradores deveriam engolir a poeira sugada para sempre, evitando a função de olhar para todo aquele pó outra vez, no momento de limpar (também) o aspirador.

- Cantinhos das unhas. Sou capaz de tantar arrancar o dedo fora - a unha com certeza - se ela não estiver absolutamente lixada, quase que desgrudada do dedo nas laterais.

- O vôo Varig das 17h30min SP/POA. Ele SEMPRE atrasa.

- Ter que dormir sempre com o pé pra fora do edredom, do contrário, nada de pregar o olho.

- Nunca ouvir o despertador, seja a hora que for, ou desligá-lo sem acordar.

- Estar escrito OCUPADO bem grande no msn e, mesmo assim, falarem sobre a guerra nuclear dos mosquitos.

- E ter que ficar o dia inteiro off line por causa disso.

- Chuva com guarda-chuva. Chuva sem guarda-chuva. Chuva à pé. Chuva de carro. E, principalmente, chuva na praia.

- A sky quando sai do ar por causa da... chuva!

- Lambida na orelha.

- Serviços domésticos. Qualquer um.

- Meu box do banheiro, que molha o chão SEMPRE, ao abrir e fechar.

- Controle remoto que precisa de porrada pra funcionar. Mesmo com pilha nova.

- Taxista lerdo e taxista apressado.

- Sinaleira fechada quando sou motorista e sinaleira aberta quando sou pedestre. As mesmas sinaleiras sempre fazem exatamente isso, quando chego perto delas.

- Chimarrão entupido. O meu é invariavelmente entupido.

- Terminar de ler um livro muito bom.

- Ter que comprar papel higiênico, que deveria ser eterno e sair da parede. Nem me fala em acabar o papel.

- Ela. Elas. No momento, são duas.

- Quem diz que odeia Big Brother e assiste.

- Assistir e gostar de Big Brother.

- A gerente do banco que nunca me responde os e-mails.

- A conta do celular, que vem sempre mais cara que os minutos contratados.

- Meu pai tirando catotas invisíveis vendo televisão.

- Ouvir piadinhas na rua. No shopping. No aeroporto. Na balada. Ou em qualquer situação.

E, sobretudo, odeio me irritar.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Carnaversário


Então comemorei a passagem dos meus 26 anos no camarote da Brahma, no desfile das Escolas de Samba de São Paulo. E, conforme expectativas, uma experiência inesquecível e uma referência sensacional de estrutura de evento.

Resumidamente, você é recepcionado no hotel. Lá, passa pelo setor de customização do abadá, que pe da Cavalera, com os estilistas da própria marca. Depois, maquiagem, cabelo e massagem. Tudo para chegar ao Anhembi pelo menos sentindo-se uma diva. Após um jantar com direito a pocket shows, entra-se na van e, de repente, você está na porta do camarote que, na verdade, é infinitamente maior que qualquer casa noturna. Com direito a outros camarotes dentro do próprio camarote, praça de alimentação, muitos quiosques de bebidas - e chopp, é claro, além de lounges de massagem e outras bossinhas. A decoração, 100 anos de imigração japonesa e, completando o cenário, equilibristas por todas as partes.

Ah, claro, têm os desfiles das escolas de samba, também! E, no intervalo de cada escola, um show que pode ser do DJ Zé Pedro ou da Paula Lima.

Mas de tudo de novo e surpreendente, disparado o mais impressionante é, claro, a bateria. Um dia ainda conseguirei expressar em palavras o que é sentir - não ouve-se apenas - a bateria passar.
Assim como um dia pretendo entender como algumas mulheres conseguem sambar todos os dias do carnaval e permanecerem inteiras.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Mas carnaval tão cedo?

O período do carnaval é marcado pelo calendário eclesiástico, baseado nas fases da lua.
E é determinado em função de uma importante data religiosa.
Os cálculos da Igreja Católica estabelecem que a Páscoa deve ser sempre na primeira lua cheia da primavera no hemisfério norte e o carnaval, por conseqüência, acontece sete semanas antes.

Ou seja: a igreja olha pro céu pra definir a páscoa e o carnaval é determinado por esta data. Astrologia X religião X festa pagã. E a louca sou eu.

E, pra completar, amanhã é dia de Iemanjá. E o dia em que eu nasci.

Sempre foi feriado, nunca foi carnaval. Se já era trauma de infância não receber abraços dos coleguinhas, não ter ninguém em Porto Alegre para fazer uma festinha de aniversário, agora me inventaram de pôr o carnaval junto. Ok, não tem problema. A gente resolve o trauma: festa temática. E no sambódromo.

Mandei fazer uma festa linda, milhares de pessoas fantasiadas, carros alegóricos e passará, inclusive, na televisão. E da próxima vez, que a lua cheia demore um pouquinho mais para aperecer.