sexta-feira, outubro 31, 2008

O roteiro de um sonho

Eram 10:30 quando um colega, sensibilizado com o meu desespero em não ter conseguido até então o ingresso para o GP, deixou em cima da minha mesa um cartão magnético e as instruções para a tarde que figuraria como uma das mais felizes da minha vida. Ali, nas minhas mãos, estava o ingresso, no camarote da Globo, para assistir ao treino livre de F1.
Após uns minutos de histeria e de me dar conta de que deveria estar comemorando somente depois de pedir dispensa ao meu diretor, passei as demandas para meu assistente e saí correndo pra casa pra pegar um casaco. Correndo tanto que esqueci a chave de casa em cima da mesa e de pedir uma câmera fotográfica. Motivo que me faz ter, como lembrança, apenas a pulseirinha que ainda está no meu pulso, gravações que serão meu novo toque de telefone e toda a emoção que senti.
Após correr alguns andares em busca de uma camareira que me pudesse deixar entrar dentro de casa, alguns minutos depois estava dentro do táxi, que me levou até o Credicard Hall, onde embarquei no fretado que levou a mim e várias pessoas até Interlagos. No caminho, alguns contrastes: favela e helicópteros. Luxo e lixo no Pinheiros. Como é proibida a circulação de carros não autorizados naquela região, as pessoas estavam sentadas em frente de casa assistindo ao espetáculo, já que todos que passariam por ali seriam "ilustres" com o poder de ver e não apenas ouvir o que acontece depois daqueles muros.
Descemos já em frente ao majestoso camarote - chamado Tribuna - da Globo. Devidamente identificada, recebi o protetor auricular, subi uma rampa e lá estava ele: o circuito de Interlagos. Eu estava, sim, com cara de babaca. Lágrimas nos olhos, por mais brega que possa parecer. Mas não estava preocupada com isso. A maioria correu em busca do tapete vermelho, da comida abundamente finamente servida, da bebida e tudo o mais. Eu fiquei em choque, não sabia o que ver, sentir primeiro. Parecia - e era - totalmente surreal estar ali. Estávamos na reta oposta e dali era possível enxergar a saída dos boxes, a descida do lago, uma parte do laranjinha, a junção e a subida.
Depois de ter caminhado para lá e para cá, me posicionando em cada cantinho para analisar de onde poderia ver melhor, escolhi uma coisa para comer, me abasteci de batata frita e refrigerante e escolhi o meu lugar. Ainda faltava uma hora pra começarem os treinos. Enquanto isso as pessoas bebiam e congelavam com o frio tiritante, o DJ tocava, todas as dezenas de aparelhos de tv passavam a programação da Globo e ameaçava chuviscar. Quando, duas horas em ponto, surgiram os primeiros roncos de motor. E ali estavam os carros. E aqui dentro meu coração parecia que iria parar. De novo foi inevitável chorar. Se respirei não sei. Mas liguei pro meu pai, pro Volnei. Precisava dividir aquele momento inesquecível, era barulho demais para ouvir sozinha. Não queria protetor auricular nenhum, queria mesmo era ficar surda com aqueles roncos. E são inesquecíveis. Com o chuvisco muito fraco e alguns sem pneu intermediário, nossa posição proporcionou alguns escorregões bem na nossa frente. Neste momento todos gritaram. Quando o Massa passou, me vi gritando.
Tudo é exatamente como imaginava: velocidade, adrenalina, barulho, ultrapassagens (leves já que tratava-se de treino). Um ambiente onde me sinto à vontade, que me remete à infância em frente à tv aos domingos com meu pai. As máquinas multicoloridas, os pneus, os capacetes. O ronco da troca de marchas, o aumento da velocidade em segundos. O pleno controle da máquina pelo homem.
Depois de uma hora e meia, Interlagos voltou ao ruído dos helicópteros, do DJ, mas ainda assim parecia que tinha silenciado. Tornei a embarcar no fretado, no táxi e voltei para agência, não antes de tentarem me assaltar ao cobrar 100 reais por um boné da Ferrari, que foi prontamente recusado. Meu amor pela F1 está aqui dentro e talvez tenha sido demonstrado pela tensão nos meus ombros, pelas lágrimas, por cada disparada do meu coração. Quem sabe um dia saiba como agradecer meu colega que entregou seu ingresso pra mim sem motivo algum. Pela oportunidade de poder estar aqui e poder realizar meu sonho. A todos os meus amigos que diariamente me perguntaram se havia conseguido ingresso, me mandaram link de promoção, me incentivaram, me deram idéias mirabolantes para tentar estar lá. Este post é para vocês que dividiram isto comigo. Enfim, é uma sensação tão maravilhosa que só tenho vontade de agradecer, gritar e me perguntar se mereço realmente tanta felicidade.
ENFIM, EU REALIZEI O MEU SONHO.

terça-feira, outubro 28, 2008

Prefere o quê?

Você - uma comida de rabo
Tu - uma mijada

Paulistas acham muito pior uma mijada e eu, lógico, acho isso da primeira opção. Mas que eu prefiro, em qualquer circunstância, a nossa tradicional mijada, disso eu não tenho dúvida.

domingo, outubro 26, 2008

Christian Pior, meu conselheiro amoroso particular

video

Depois deste vídeo, o Volnei (apesar de estar atrás da câmera) tem direito de resposta.

(claro, né, colega, despeito por ele não ter aceitado a depilação com chiclete. Tanto que editou a matéria. Pois saiba que ele é TUDO).

Aproveitando as melhores coisas do mundo paralelo

Ontem fui assitir ao espetáculo Miss Saigon, a versão brasileira do musical que já foi assistido por mais de 33 milhões de pessoas em todo o mundo, em tantas versões. Simplesmente o espetáculo mais bem produzido, completo e sensacional que já vi em toda a minha vida. E uma das melhores experiências que já tive, sem sombra de dúvida. Como sentei bem no alto e bem perto, no camarote, enxergava a orquestra, o linólio e as marcações de todas as movimentações perfeitas e intensas do cenário, não sabia no que prestar atenção primeiro. Por ora prestava atenção no cenário, outra ficava imaginando quanto tempo de ensaios e testes para afinar a luz e como os atores se posicionavam, no blecaute, exatamente onde o pino estaria para a cena seguinte.
Mas tudo no espetáculo é belo e grandioso. Desde as versões em português, até a interpretação, voz, composição cenográfica, coreografias, figurinos, enfim. Irretocável. Saí de lá com o rímel borrado, é claro, mas com um orgulho imenso de um espetáculo desses estar e ser do Brasil. Nunca fui à Brodway, também não sei se terei esta oportunidade. Mas por todas as críticas e pelo que vi lá naquele palco, estamos muito perto da grandiosidade daqueles musicais. Uma experiência única e emocionante. Meu único pesar é que queria que, ao meu lado, estivessem principalmente as pessoas que eu amo e que, tenho certeza absoluta, adorariam tanto quanto eu. Se não posso levá-los à Brodway, espero um dia poder trazê-los pelo menos até São Paulo.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Mais do mesmo assunto

Recebi hoje por e-mail:

Dia 2/11 teremos a última etapa do mundial de Fórmula 1, o GP Brasil (bom, pelo blog pelo menos, isso já está mais do que batido). E o maldito (perfeito) Hamilton já está com 7 pontos de vantagem sobre o Massa. Ou seja, basta um quinto lugar minguado pras esperanças brazucas irem pro espaço.

Mas e o Rubinho?

Sem chances na competição e fortes indícios de que deve largar a Fórmula 1 ano que vem, Rubinho pode ser nossa grande arma secreta no domingo.

Como?


Mole. Basta dar uma porrada bem dada, daquelas que o Hamilton não vai saber nem de onde veio, para tirar o líder da prova e se tornar herói nacional. Por isso o foi lançada a campanha:

quinta-feira, outubro 23, 2008

A esperança é a última que morre...

... tudo bem, o GP é no dia de finados mesmo...

quarta-feira, outubro 22, 2008

Aquele mundo real à 1500 km

Quando digo que aqui é uma vida paralela, é por causa de coisas deste tipo:

- Os jornais que leio todos os dias são: Zero Hora e VS. Não tenho jeito pra ler a Folha, daquele tamanho todo. Prefiro meu querido tablóide, ou na internet mesmo.
- Nos meus fones, o dia inteiro, estão Atlântida e Itapema.
- Olho primeiro a previsão do tempo de Porto Alegre do que de São Paulo.
- Sinto falta do cheiro de Porto Alegre.
- Continuo dando gargalhadas com Pretinho Básico...

... aliás, acabei de ouvir uma ótima:
"O Obama está dizendo na campanha: não vote em branco!"

segunda-feira, outubro 20, 2008

Rezando para todos os santos

Eu ia escrever em caixa alta: "vendo minha alma por ingresso pro GP". Mas seria apelativo demais e, por mais que eu seja completamente alucinada, minha alma vale um pouquinho mais do que isso. Quem sabe um título mais emotivo? "Por favor, ajude uma pobre alma a realizar o seu sonho!". Não... péssimo também. Resolvi que vou ficar plantada em Interlagos, nos três dias, em greve de fome. Tá, óbvio que não. Preciso de idéias! Algo que realmente me faça ter este ingresso, até no setor G se for preciso.

Pare o mundo que eu quero descer!


sexta-feira, outubro 17, 2008

Meu chip masculino

Às vezes tenho a mais absoluta certeza de que erraram feio ao ter nascido menina. Não só pela moleca que fui quando pequena, mas também pela forma pragmática de pensar sobre algumas coisas. Por exemplo, comprei o livro "Ele simplesmente não está afim de você", por ser dos mesmos roteiristas de S&C e não porque precisava deste tipo de "auto-ajuda". O problema é que me identifiquei com o interlocutor e não com as mulheres com dilemas sobre homens que dizem que vão ligar e não ligam.
Não sou fanática por futebol, muito pelo contrário. Defendo meu time desde que não perca amigos e namorado. O suficiente para comemorar a liderança do campeonato, apenas. Mas tem uma coisa, dita de meninos, pelo qual sou simplesmente apaixonada, alucinada, louca e obcecada: F1. Aqui na agência sou consultada sobre horário da corrida, resultados do campeonato, o que é Q1, Q2 e Q3 e assim por diante.
Acordo a hora que for para assistir a corrida e na semana que antecede algum GP já sei qual será a programação de horários para o fim de semana. Semana passada, por exemplo, era uma da manhã e eu estava a postos com um balde de pipoca na mão, que vieram a cair no chão quando pulei em cima da cama e acordei todos os vizinhos aos berros quando o Massa fez o Hamilton rodar na pista.
Amanhã começa a minha fase predileta do ano: o horário de verão. Isso fará com que a corrida de Xangai comece às 5 da manhã. Não tem problema, despertador existe pra quê? Troco a pipoca pelo café da manhã.
Agora que estou em SP, seria facílimo realizar meu sonho de assistir a um GP ao vivo. Como nem tudo são flores, os ingressos acabaram há muito tempo, talvez antes da hipótese de eu me mudar pra cá. E sim, eu seria louca ao ponto de pagar mil reais por um ingresso. Quanto custa um sonho?
O que me resta? Rezar todos os dias e acender uma vela para São Cristóvão para que um dos ingressos que virão aqui para agência, com direito a paddock e camarote, seja entregue a mim com status de prêmio da mega sena.
Amém.

terça-feira, outubro 14, 2008

Bolando um aniversário em SP

Dentre tantas e inúmeras opções de bares, shows, restaurantes, por incrível que pareça, fica mais difícil programar o que fazer amanhã, aniversário do meu moreno. Parte da noite já está decidida. Vamos ao Via Funchal, assistir ao show da KT Tunstall e cantar apenas Suddenly I see.
Ainda falta o restaurante, estou em dúvida entre este ou este . Adoraria o Nakombi, mas neste caso vou matar meu namorado de fome. E ainda podem surgir outras opções. Enfim, até o fim da tarde decido.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Não sei mais escrever sem tópicos

* De ontem até quinta-feira estarei de bom humor e com a pele ótima, graças a presença do meu amor em São Paulo, que veio passar o seu aniversário aqui comigo.

* Ontem fomos assistir Os Monólogos da Vagina. Simplesmente sensacional. Precisava de uma overdose de risadas.

* Como eu gostaria de caminhar tranquilamente na Paulista as dez da noite.

terça-feira, outubro 07, 2008

Pão com schmier e não geléia!

Nossa... amanhã já é quarta-feira. Bom, o Sérgio Mallandro não se elegeu, até porquê nem ele conseguiu votar nele mesmo. Mas o Netinho foi o terceiro candidato a vereador mais votado. É.
***
Estou fazendo uma grande economia em não precisar mais comprar um dos meus maiores vícios: revistas. Ganho todas, muitas, por semana. Mas cinco delas, Tititi e companhia, têm destino certo: são usadas para corrupção de camareiras. Meu apartamento deve ser o mais cheiroso e limpinho de todos.
***
Já disse que odeio o trânsito de São Paulo?
***
Que eu amo meu trabalho, não é novidade para aqueles que me conhecem. Mas assistir em primeira mão aos filmes da Skol, desce bem redondo. Aguardem!!!
***
Alguns zum-zum-zuns para a festa de fim de ano da agência, que já teve Jota Quest e O Rappa. Preciso dizer que estou roxa de curiosidade?
***
Ando numa fase de risco iminente de matar um. Uma irritação que transborda os níveis aceitáveis. Para terem uma idéia, hoje quase mandei à merda uma pessoa que caminhava mais à frente e me tapava o campo de visão do relógio da rua. Fala sério!!!
***
Amigos gaúchos, vocês se importam que eu não sei mais falar sinaleira? É que cansei das pessoas ficarem me olhando sem entender nada até eu dizer farol. E me perdoam também de não conseguir mais escrever formalmente na segunda pessoa do singular? Mas falar paulistês só isso mesmo. O tu, mas bah!, não sai de mim
***
Nossa.... amanhã já é quarta-feira.

domingo, outubro 05, 2008

Dia de eleição

Infelizmente minha única contribuição eleitoral hoje foi, na verdade, uma obrigação, pois justifiquei o voto. Mas caso eu votasse em SP, teria um rol um tanto bizarro para escolher: que tal Sérgio Mallandro? Ou o marido da Ana Maria Braga, Marcelo Frizoni? E que tal Léo Aquila? Ou vocês querem a extinção da lei Maria da Penha? Basta votar em Netinho de Paula! E como fui me esquecer? A LACRAIA, gente!
Pra continuar? Aqui por perto que tal a Rita Cadillac? E o Pit Bitoca, então?

É. Brasil. Fora os BBBs por aí: Cowboy e Pink. Nada mais a declarar. O problema maior não é nem essa gente concorrer. O problema será se esse povo se eleger.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Priscila e seus furos

Voltando do almoço, quase em frente à agência, enxergo um carro todo adesivado e embandeirado "Marli Marley para vereadora".
Parênteses: aquela jurada jurássica do programa Raul Gil.
Na hora profanei em alto e bom som: "Eu não acredito que até esta mulher está concorrendo à vereadora. Já não basta o marido da Ana Maria Braga?!?! Isso é um absurdo, onde vamos parar!?".
Neste momento recebo um cutucão da minha colega à esquerda e à direita, está um dinossauro de 1,50m estendendo um santinho e fazendo a pergunta: "Já tem candidato!?" . Ali estava a própria com um sorriso irônico no rosto.

Uh-lalá

Tô precisando MUITO tomar umas cevas e rir numa mesa de bar. Talvez metade da minha rabugisse passasse. Até esqueceria o bagaço humano em que me encontro.

Mas vamos lá!!! Fim de semana chegando e vou é rir no teatro, com os convites que tenho em mãos. Quero dizer, rir só em Monólogos da Vagina. Porque no Miss Saigon tenho certeza de que vou me derreter na cadeira. Volta o que sobrar de mim na segunda-feira.

Ps -> morro de inveja de vocês que poderão votar. Sim, eu faço questão.