Toda esta calamidade de Santa Catarina tem comovido a todos e sou mais uma que se sente impotente. A única forma de ajudar são ações isoladas, como arrecadação de donativos, o que estamos fazendo aqui na agência.
Me lembrei de muitos anos atrás, quando surgiu a possibilidade de residirmos em Blumenau. Meu pai pegou toda a patota e fomos em busca de uma casa. Na ocasião, os corretores nos instruiram a buscar uma residência no alto, nos morros, por causa das constantes enchentes. E foi o que fizemos naquela época, até decidirmos que não seria este o nosso destino.
Procurar uma casa no alto. Este é o maior problema, hoje, para todas as pessoas atingidas pelo desastre: uma mudança drástica de paradigma. Nem no alto é seguro. Onde então o é? Além do desespero da perda material, há um trauma psicológico que fere profundamente todas as bases necessárias. Não há mais casa, não há mais lugar seguro para ter uma casa. Ou seja, perde-se completamente a referência.
As pessoas atingidas não perderam só as suas casas. Perderam seus terrenos. Seus pertences. Suas histórias. Se me sinto nua ao perder uma bolsa, o que dirá uma casa? O pior, onde havia uma casa, há um nada, um buraco. Creio que não exista palavra neste mundo que represente esta sensação de vazio.
Santa Catarina e a região do Itajaí irão se reerguer. São de origem alemã, têm no sangue o poder da reconstrução. Espero que muitos possam fazer por eles ao menos um pouco, o que podem, o que conseguirem.
sexta-feira, novembro 28, 2008
quinta-feira, novembro 27, 2008
terça-feira, novembro 25, 2008
segunda-feira, novembro 24, 2008
Pra variar...
... vi menos da metade de quem gostaria de matar as saudades. Acho que nunca vou escrever algo diferente disso depois que volto de Porto Alegre. Mas uma metáfora que disse ontem à noite pro meu moreno resume tudo: Sinto falta de entenderem o que é bergamota.
Óbvio que é um exemplo babaca, mas é carregado de uma simbologia gigantesca. Nada neste mundo substitui estar a trinta minutos da minha família, ou a alguns passos ou minutos de carro de amigos. Aí é que está o valor da vida. E talvez esta seja a grande lição deste periodo aqui, tão distante. Carreira e sucesso são apenas uma parte da vida. Me fazem feliz, sim. Mas meu ascendente canceriano aflorou com a distância. Nunca precisei tanto daqueles que amo.
Quando volto pra casa (?? que casa??) admiro até o silêncio. Porto Alegre ficou silenciosa. Percebo a boa falta de cheiros ou aprecio aromas que antes não sentia. E mesmo não tendo mais casa, percebi que sim, estou acolhida. Acolhida de amor e afeto. Que minha terra ainda me aceita. E que está do tamanho que eu preciso: onde cabem todos aqueles que amo e cativei ao longo da minha vida.
Óbvio que é um exemplo babaca, mas é carregado de uma simbologia gigantesca. Nada neste mundo substitui estar a trinta minutos da minha família, ou a alguns passos ou minutos de carro de amigos. Aí é que está o valor da vida. E talvez esta seja a grande lição deste periodo aqui, tão distante. Carreira e sucesso são apenas uma parte da vida. Me fazem feliz, sim. Mas meu ascendente canceriano aflorou com a distância. Nunca precisei tanto daqueles que amo.
Quando volto pra casa (?? que casa??) admiro até o silêncio. Porto Alegre ficou silenciosa. Percebo a boa falta de cheiros ou aprecio aromas que antes não sentia. E mesmo não tendo mais casa, percebi que sim, estou acolhida. Acolhida de amor e afeto. Que minha terra ainda me aceita. E que está do tamanho que eu preciso: onde cabem todos aqueles que amo e cativei ao longo da minha vida.
terça-feira, novembro 18, 2008
Preciosos
Quatro dias... nunca dei tanto valor a quatro dias. Feriadão aqui em SP (Dia da Consciência Negra na 5ª feira), chance única de ir pra casa por periodo prolongado. Minha agenda está mais lotada do que em dias normais de trabalho. Tenho compromisso para cada horinha do dia e da noite, tudo para aproveitar da melhor forma possível: beijar e abraçar quem não vejo há cinco (!!!!!!) meses, quem não vejo a dois, um e há duas semanas. Até tenho reunião na quinta-feira em POA, dia em que teoricamente seria feriado, mas até isso veio a calhar: ir para casa sem custo.
Tenho certeza de que voltarei reabastecida de carinho, amor, bom humor. E sem voz também, de tanto falar.
Tenho certeza de que voltarei reabastecida de carinho, amor, bom humor. E sem voz também, de tanto falar.
segunda-feira, novembro 17, 2008
São Paulo?? Affe, uma delícia!
Sábado à noite (deve ser castigo por estar em casa), vendo televisão. Um calor infernal na rua, janelas e porta da sacada escancaradas como sempre. Pernas para o ar no sofá. Começo a reparar os mosquitos (pernilongos paulistas) a voar meio que bêbados, numa altura esquisita. Muitos deles. Demais, até. Pensei puta que pariu, só me faltava essa. Mas deveria ter esperado para reclamar.
Aqui, nesta cidade querida, num bairro chique, o que voa à noite não são mosquitos. São centenas de nojentas mini-baratas!!!!!!!!!!!!!
Aqui, nesta cidade querida, num bairro chique, o que voa à noite não são mosquitos. São centenas de nojentas mini-baratas!!!!!!!!!!!!!
Não acredito!
Um episódio do Chaves que eu nunca tinha visto: o casamento do Seu Madruga com a Dona Clotilde: http://videos.terra.com.br/templates/player.aspx?vid=6779
sexta-feira, novembro 14, 2008
Tum tum
Acho que comecei bem. 2,5km de caminhada e 500m de corrida. Coração entre 130 e 171 batimentos. Fiquei impressionada com a quantidade de gente que corre no parque à noite. Também, com uma vista dessas! Sem as crianças e as bicicletas dos domingos ensolarados, o som é um trotar de muitas pessoas. Além de outro som que quase me fez demaiar e ter a certeza de que, se eu resistir, será mais do que superação.Esles estavam lá. Muitos deles. Passando perto da minha cabeça em vôos razantes. Me fazendo suar frio e quase desmaiar de medo: os morcegos. Nas minhas passadas solitárias por dentro das ruelas escuras e úmidas do trajeto, eles ficaram ainda maiores do que realmente são, do tamanho do meu medo. Só de pensar neles na próxima semana, tão pertinho de mim, me dão mais desespero do que tudo o que vou ter que comprar.
A começar pelo tênis, com pisada neutro pronador (meu deus, o que é isso?), polar, short, regata, relógio e o escambau. Não dá pra correr de sapatilha, meia calça rosa e malha, não!? Claro que só vou partir para este investimento depois que eu realmente pegar gosto pela coisa. Senão, tudo irá pra gaveta junto com maiô, óculos e touca, quando achei que faria natação. Detalhe: trabalhando dentro de uma academia e nunca sequer pus o dedão na água.
quinta-feira, novembro 13, 2008
Vamos ver quanto tempo vai durar
Já estou matriculada aqui. Talvez um "personal caminhator" me motive. Começo hoje.
Operação verão também, mas uma ferramenta para facilitar a adaptação. Recomendações médicas da psiquê também.
Bom, o primeiro passo foi dado. Já que gosto tanto de parques, vou aproveitar melhor o Ibirapuera e começar a caminhar com orientação. Engraçada foi ontem na entrevista:
- Quais são os objetivos?
- Sair da inércia (com todo o significado que esta palavra pode ter). E minha bunda nunca foi tão geleca.
- Fuma?
- Sim. Aliás, nunca fumei tanto.
- Pretende parar?
- Sinceramente, não.
- Alimentação?
- No café da manhã um iogurte natural com adoçante. No almoço, dois carboidratos (sou fissurada por batata), muita carne e alguma salada. Entre as refeições, algum trash. E de preferência janta à noite. Frutas, só sucos. Raramente tomo refrigerante. Mas tomo cerveja.
- A alimentação é a mesma de Porto Alegre?
- Olha, acho que sim. Pra falar a verdade acho que comia mais lá do que aqui.
- E por que você acha que engordou, se a alimentação é a mesma e a falta de exercícios também?
- Então, não sei. Diz meu terapeuta que é normal em fases de adaptação, já que o corpo reconhece este tipo de situação e entende que precisa guardar mais energia (gordura) pois acredita que é uma situação adversa. Mas tenho certeza de que é papo consolo.
- Quantos quilos você pretende emagrecer?
- Quatro. Estes 57 quilos não me pertencem. Mas preciso entrar urgentemente nas minhas calças 36!!
Depois de mais algumas respostas com excesso de sinceridade e de ter deixado muito claro de que será preciso fazer um milagre para que eu me apaixone por caminhadas e futuras (hahahahahhahaha) corridas, minha mochila tá aqui atrás, no armário. Cheia de boas intenções.
Operação verão também, mas uma ferramenta para facilitar a adaptação. Recomendações médicas da psiquê também.
Bom, o primeiro passo foi dado. Já que gosto tanto de parques, vou aproveitar melhor o Ibirapuera e começar a caminhar com orientação. Engraçada foi ontem na entrevista:
- Quais são os objetivos?
- Sair da inércia (com todo o significado que esta palavra pode ter). E minha bunda nunca foi tão geleca.
- Fuma?
- Sim. Aliás, nunca fumei tanto.
- Pretende parar?
- Sinceramente, não.
- Alimentação?
- No café da manhã um iogurte natural com adoçante. No almoço, dois carboidratos (sou fissurada por batata), muita carne e alguma salada. Entre as refeições, algum trash. E de preferência janta à noite. Frutas, só sucos. Raramente tomo refrigerante. Mas tomo cerveja.
- A alimentação é a mesma de Porto Alegre?
- Olha, acho que sim. Pra falar a verdade acho que comia mais lá do que aqui.
- E por que você acha que engordou, se a alimentação é a mesma e a falta de exercícios também?
- Então, não sei. Diz meu terapeuta que é normal em fases de adaptação, já que o corpo reconhece este tipo de situação e entende que precisa guardar mais energia (gordura) pois acredita que é uma situação adversa. Mas tenho certeza de que é papo consolo.
- Quantos quilos você pretende emagrecer?
- Quatro. Estes 57 quilos não me pertencem. Mas preciso entrar urgentemente nas minhas calças 36!!
Depois de mais algumas respostas com excesso de sinceridade e de ter deixado muito claro de que será preciso fazer um milagre para que eu me apaixone por caminhadas e futuras (hahahahahhahaha) corridas, minha mochila tá aqui atrás, no armário. Cheia de boas intenções.
No meu ipod que ecoa...
Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia
Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia
Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho
quarta-feira, novembro 12, 2008
Ei!
Tu também, que como eu passa o dia na frente do computador. Olha a mão que segura o mouse, com a palma pra cima. Isso. Tá como a minha? A pele em cima do ossinho do pulso tá mais escura? Maior que na mão oposta, como se fosse um calo, da gente passar o dia inteiro esfregando a mão na mesa? Pois é. Que coisa. Não gosto da minha mão assim não!
terça-feira, novembro 11, 2008
Silêncio aqui, né?
Os dias têm passado tão rápido. Quando vejo, passo dias sem postar, passo dias sem dizer alguma coisa. Minha percepção de tempo está muito diferente dos outros, com o ritmo alucinante de trabalho. Comentávamos isso ontem na equipe. Jobs que aconteceram há duas semanas, por exemplo, são quantificados por todos em meses. Todos perderam a noção real do tempo.
Acho completamente reazoável, já que recebo em média (sem exageros, lotus notes me dá relatórios) 350 e-mails por dia e respondo outros 470. Assuntos diferentes, mesmos assuntos, amigas queridas, e-mails internos... um bombardeio diário de informações que esta caixolinha aqui não pretende guardar 100%.
Bom, a matraca queria apenas dizer que não escreve há muito tempo e que parece que são apenas 48 horas. Neste meio tempo, meu amor esteve por aqui outra vez. E, todas as manhãs, abria os olhos pensando "tô no céu, ou tô no sul?", pois o pãozinho quentinho recém buscado na padaria já estava na mesa do café. Ou chegar em casa e sentir um cheirinho delicioso no corredor e babar de inveja do vizinho e contatar, feliz da vida, que este aroma vinha de dentro da minha casa e lá estava ele entre panelas nas minhas duas bocas do fogão. Mas como tudo que é bom acaba rápido, voltou tudo ao normal. Pro café da manhã apenas torradas e nada perecível dentro da geladeira.
Domingo resolvi mexer este esqueleto maltratado e caminhei durante duas horas no Ibirapuera, desviando de toda a população de SP que resolveu também fazer isso. O resultado é que ontem não conseguia nem cruzar a perna sem caretas terríveis.
No mais, mais do mesmo. Vou começar minha jornada diária de e-mails e mais e-mails, telefonemas, defesas, argumentações, correria atrás de prazos e contra eles. Meu trabalho, minha paixão. Porque o resto é amor puro.
Acho completamente reazoável, já que recebo em média (sem exageros, lotus notes me dá relatórios) 350 e-mails por dia e respondo outros 470. Assuntos diferentes, mesmos assuntos, amigas queridas, e-mails internos... um bombardeio diário de informações que esta caixolinha aqui não pretende guardar 100%.
Bom, a matraca queria apenas dizer que não escreve há muito tempo e que parece que são apenas 48 horas. Neste meio tempo, meu amor esteve por aqui outra vez. E, todas as manhãs, abria os olhos pensando "tô no céu, ou tô no sul?", pois o pãozinho quentinho recém buscado na padaria já estava na mesa do café. Ou chegar em casa e sentir um cheirinho delicioso no corredor e babar de inveja do vizinho e contatar, feliz da vida, que este aroma vinha de dentro da minha casa e lá estava ele entre panelas nas minhas duas bocas do fogão. Mas como tudo que é bom acaba rápido, voltou tudo ao normal. Pro café da manhã apenas torradas e nada perecível dentro da geladeira.
Domingo resolvi mexer este esqueleto maltratado e caminhei durante duas horas no Ibirapuera, desviando de toda a população de SP que resolveu também fazer isso. O resultado é que ontem não conseguia nem cruzar a perna sem caretas terríveis.
No mais, mais do mesmo. Vou começar minha jornada diária de e-mails e mais e-mails, telefonemas, defesas, argumentações, correria atrás de prazos e contra eles. Meu trabalho, minha paixão. Porque o resto é amor puro.
quinta-feira, novembro 06, 2008
BENÇÃO
Gentemmmm, olhem que benção será 2009:
FERIADOS DO PRÓXIMO ANO
JANEIRO
01/01/09
FEVEREIRO
23/02/09 Segunda-feira Carnaval
24/02/09 Terça-feira Carnaval
MARÇO
Oooooooooh... que pena, não tem feriado.
ABRIL
10/04/09 Sexta-feira Santa
21/04/09 Terça-feira - Tiradentes
MAIO
01/05/09 Sexta-feira Dia do Trabalho
JUNHO
11/06/09 Quinta-feira - Corpus Christi
JULHO
09/07/09 Quinta-feira - Revolução de 32 (feriado em SP)
AGOSTO
Tá, neste mês teremos que trabalhar
SETEMBRO
07/09/09 Segunda-feira - Independência do Brasil
OUTUBRO
12/10/09 Segunda-feira Nossa Sra. Aparecida - Padroeira do Brasil
NOVEMBRO
02/11/09 Segunda-feira - Finados
15/11/09 Domingo Proclamação da República (um deles pelo menos tinha que ser ruim, né?)
20/11/09 Sexta-feira Zumbi/Consciência Negra
DEZEMBRO
25/12/09 Sexta-feira - Natal
Ao todo serão:
8 feriados na segunda ou sexta-feira
5 feriadões na terça ou na quinta
Total: 13 Feriados (em dias úteis)
FERIADOS DO PRÓXIMO ANO
JANEIRO
01/01/09
FEVEREIRO
23/02/09 Segunda-feira Carnaval
24/02/09 Terça-feira Carnaval
MARÇO
Oooooooooh... que pena, não tem feriado.
ABRIL
10/04/09 Sexta-feira Santa
21/04/09 Terça-feira - Tiradentes
MAIO
01/05/09 Sexta-feira Dia do Trabalho
JUNHO
11/06/09 Quinta-feira - Corpus Christi
JULHO
09/07/09 Quinta-feira - Revolução de 32 (feriado em SP)
AGOSTO
Tá, neste mês teremos que trabalhar
SETEMBRO
07/09/09 Segunda-feira - Independência do Brasil
OUTUBRO
12/10/09 Segunda-feira Nossa Sra. Aparecida - Padroeira do Brasil
NOVEMBRO
02/11/09 Segunda-feira - Finados
15/11/09 Domingo Proclamação da República (um deles pelo menos tinha que ser ruim, né?)
20/11/09 Sexta-feira Zumbi/Consciência Negra
DEZEMBRO
25/12/09 Sexta-feira - Natal
Ao todo serão:
8 feriados na segunda ou sexta-feira
5 feriadões na terça ou na quinta
Total: 13 Feriados (em dias úteis)
segunda-feira, novembro 03, 2008
Glock, eu te empurrava lomba acima.
Bom, acho que não tenho muito o que escrever, né? Pelas gritarias que se juntaram às minhas, na vizinhança, todos estavam ligados no que aconteceu ontem à tarde. Por mais lamentável que tenha sido, preciso admitir que o Hamilton merecia o título, por todas as burrices da Ferrari.
Que venha 2009, com um Massa como piloto nº 1.
Que venha 2009, com um Massa como piloto nº 1.
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