sexta-feira, maio 22, 2009

Estapafurdices de uma sexta à tarde

Em todos os momentos de cansaço, tpm, me pergunto se escolhi a profissão certa, por mais que a resposta seja sempre sim. Afinal de contas, eu queria ser bailarina e não nasci definitivamente pra isso. Depois quis ser atriz e aí meu pai entrou na jogada e me convenceu (induziu e praticamente ameaçou me deserdar) de que eu deveria usar a minha criatividade e não repetir o que os outros criavam. Eis que cheguei na propaganda. E eis que caí no atendimento, mudando de rumo no meio do curso, já que queria ser redatora.

Aliás, os redatores ainda sofrem com isso. Já que percebi que também não tenho o menor talento para ideias e sacadas criativas, meus briefings sempre, invariavelmente, têm caminhos, ideias, sugestões, empolgações. E então me acho de novo. O que gosto é de ser criativa. E minha criatividade só funciona exatamente para a minha profissão, para a minha área. Basta ver a minha cara de desespero em frente a pecinhas de Lego. Não monto nem uma casinha.

E então chego ao tema que me trouxe a este post: ter ideias. Tenho muitas delas, o dia inteiro. Esdrúxulas, viáveis, modelos de negócio, soluções. Às vezes queria parar de tê-las, porque acho um desperdício. Raramente vou conseguir viabilizar ou empreender 5% delas. Já sei: vou abrir um Banco de Ideias. Ter vários investidores de ideias alheias. Oferecer ideias a débito e crédito. Cheque especial com juros de % de participação sobre ideia implantada. Sei lá.

Mas o que eu queria era ter coragem pra pôr em prática só umazinha que está martelando aqui. Muito legal. Tenho ideias. Tenho criatividade. Mas o que adianta se falta a coragem!?

2 comentários:

Daniella disse...

coragem? ah, não. pode faltar um sócio, pode faltar dinheiro, pode faltar até tempo, mas coragem não!

Priscila disse...

então faltam 4 coisas, não uma só... :P