Este blog acabou de comemorar cinco anos. Com o avanço das redes sociais, e com o imediatismo que o twitter/facebook me proporcionam, o blog parece um carteiro. A sensação de escrever algo aqui é a mesma de colar um selo num envelope. A notícia chegará atrasada. Fica mais o propósito de mandar uma lembrança.É a armadilha da percepção do tempo. De tudo estar cada vez mais acelerado, do imediatismo que queremos e cobramos de tudo. Do agora, já, ué porque não fez? Não interessa se é impossível. Os parâmetros não são mais humanamente possíveis.
Em quantos minutos você estará desatualizado? O jornal pela manhã já está velho, a informação é da noite anterior. O jornal ficou perecível. E não dura mais do que... oito horas? Ou seja, é velho antes de sair das rotativas. Na minha mão a notícia chega a todo minuto, mas um não substitui o outro. É só a percepção de tempo.
Quanto tempo dura o teu minuto?
E o quanto ele vale?
Aí vem a parte do humanamente possível: por quem, pra quê e por quê.
Humanizamos minutos de acordo com os propósitos.
Ou, naqueles dias de muita fome, os parcos 3 minutos do nissin nunca te pareceram uma eternidade?
Um comentário:
O tempo que passa mais rápido pra mim infelizmente o o gasto com as amigas... Esses, eu queria que durassem a eternidade... :(
MAS já é 14 de setembro... outro dia eu estava voltando das férias... Já estou fazendo planos pras próximas... :) Rápido! Talvez... Mas eu tenho adorado o parar do tempo nos meus textos, eles duram o tempo que eu quero... Alongo se quero, reduzo se quero... Como vc disse "é só a percepção do tempo"... E afinal, o que é o tempo senão uma invenção da própria humanidade?! (credo, acho que me inspirou saber da morte do Swayze :/)
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