quinta-feira, março 26, 2009
Descaminhos da Índia
Tadinho do núcleo Cadore da novela que, com o tamanho do RJ, só tem um pedacinho da Lapa pra sair.
quarta-feira, março 25, 2009
Divórcio
Meu cabelo e eu sempre tivemos uma relação de respeito: cada um ocupando o seu espaço. Dificilmente passando da linha dos ombros, e sim por cima deles. Eu gosto da rebeldia verdadeira dele, ora cacheando a la Betânea, outras quase sem personalidade, mas ainda assim de convivência agradável e amigável.
Às vezes ambos acordamos de mau humor, o que um rabo de cavalo no alto da cabeça resolve nossos problemas: não precisamos olhar um pra cara do outro. Logo passa, o importante é saber que continuamos por perto. Em outras manhãs, estamos apaixonados e trocamos elogios em frente ao espelho. Eu o presenteio com flores de diversas cores, grampinhos, faixas. Ele agradece com ondas que sequer precisam de um creme ou uma pomada para o dejejum.
Faz um certo tempo que estamos numa crise. Nunca tínhamos ficado tanto tempo de cara amarrada um para o outro. Às vezes nem nos falamos pela manhã. Queremos já acordar com rabo de cavalo, para sequer precisar nos olhar. O diálogo está cada vez mais difícil. Já tentei amenizar nossa crise no relacionamento com agrados: novos xampus, novos cremes. Investi algumas centenas em corte, tonalizante, hidratação. Recebi em troca poucos dias e noites de sorriso, que não duraram mais do que algumas horas.
Reluto em me separar, pois sei que não terá volta. São anos de relação, parte dele já me abraça a cintura, inclusive. Mas este estado de mau humor e ranso todo dia de manhã já está insuportável. Nem escorregadio nem enrolado. Sem reação. Sem graça. Preciso de alguém com personalidade.
Aceito referências de um terapeuta capilar urgentemente. Nem que seja para ouvir "ele realmente não está mais afim de você". Porque, por mais que seja difícil admitir, não consigo viver sem ele.
Às vezes ambos acordamos de mau humor, o que um rabo de cavalo no alto da cabeça resolve nossos problemas: não precisamos olhar um pra cara do outro. Logo passa, o importante é saber que continuamos por perto. Em outras manhãs, estamos apaixonados e trocamos elogios em frente ao espelho. Eu o presenteio com flores de diversas cores, grampinhos, faixas. Ele agradece com ondas que sequer precisam de um creme ou uma pomada para o dejejum.
Faz um certo tempo que estamos numa crise. Nunca tínhamos ficado tanto tempo de cara amarrada um para o outro. Às vezes nem nos falamos pela manhã. Queremos já acordar com rabo de cavalo, para sequer precisar nos olhar. O diálogo está cada vez mais difícil. Já tentei amenizar nossa crise no relacionamento com agrados: novos xampus, novos cremes. Investi algumas centenas em corte, tonalizante, hidratação. Recebi em troca poucos dias e noites de sorriso, que não duraram mais do que algumas horas.
Reluto em me separar, pois sei que não terá volta. São anos de relação, parte dele já me abraça a cintura, inclusive. Mas este estado de mau humor e ranso todo dia de manhã já está insuportável. Nem escorregadio nem enrolado. Sem reação. Sem graça. Preciso de alguém com personalidade.
Aceito referências de um terapeuta capilar urgentemente. Nem que seja para ouvir "ele realmente não está mais afim de você". Porque, por mais que seja difícil admitir, não consigo viver sem ele.
segunda-feira, março 23, 2009
sábado, março 21, 2009
sexta-feira, março 20, 2009
Acabou-se o que era doce
E acabaram as férias... Segunda-feira é dia de pegar no batente. Caderno novo, primeira folha, aquela que a gente faz uma letra bem bonita e usa todas as canetas novas coloridas, dentro do estojo cheirando a novo. Sem rabiscos das canetas descuidadosamente guardadas sem tampa.
Novos colegas, nova sala, nova rotina. Ideal seria deixar velhos hábitos de lado. Mas meu caderno às vezes tinha orelhas. Apesar de ser uma boa aluna, com boas notas. Recuperação e repetência passaram longe do jardim à faculdade, trouxe isso para o trabalho.
Agora é hora de desenhar e escrever o que fiz nas minhas férias, e talvez não ganhe estrelinhas. Fiz tudo o que tive vontade, na hora que quis, sem compromisso. Larguei a função de líder e assumi de boadrasta e madrinha de casamento. Por oras voltei a ser professora. Fui mais filha do que mãe. Mais namorada do que amiga - devia este tempo a nós, talvez para recompensar todos os meses de ausência, tristeza e solidão. Com o trabalho sei que volto a ser mais amiga, mais mãe, mais líder, mais executiva. Com a vantagem e diferença de ser mulher quando chegar em casa. Definitivamente nova fase.
Vou escrever sobre como é engraçada esta nova condição de namorada/esposa/mulher. Ainda não sei definir meu estado civil. Sou Priscila, preciso de rótulos? Pior ainda para defini-lo. Não é namorado, nem marido. Ruim dizer meu homem, o contrário de minha mulher, o que ele sempre diz. Uma disciplina para este novo ano letivo.
Encerro definitivamente, com estas férias, o ano São Paulo. Como é bom passar de ano. Como é bom recomeçar...
Novos colegas, nova sala, nova rotina. Ideal seria deixar velhos hábitos de lado. Mas meu caderno às vezes tinha orelhas. Apesar de ser uma boa aluna, com boas notas. Recuperação e repetência passaram longe do jardim à faculdade, trouxe isso para o trabalho.
Agora é hora de desenhar e escrever o que fiz nas minhas férias, e talvez não ganhe estrelinhas. Fiz tudo o que tive vontade, na hora que quis, sem compromisso. Larguei a função de líder e assumi de boadrasta e madrinha de casamento. Por oras voltei a ser professora. Fui mais filha do que mãe. Mais namorada do que amiga - devia este tempo a nós, talvez para recompensar todos os meses de ausência, tristeza e solidão. Com o trabalho sei que volto a ser mais amiga, mais mãe, mais líder, mais executiva. Com a vantagem e diferença de ser mulher quando chegar em casa. Definitivamente nova fase.
Vou escrever sobre como é engraçada esta nova condição de namorada/esposa/mulher. Ainda não sei definir meu estado civil. Sou Priscila, preciso de rótulos? Pior ainda para defini-lo. Não é namorado, nem marido. Ruim dizer meu homem, o contrário de minha mulher, o que ele sempre diz. Uma disciplina para este novo ano letivo.
Encerro definitivamente, com estas férias, o ano São Paulo. Como é bom passar de ano. Como é bom recomeçar...
sábado, março 14, 2009
Deu a louca
Sou feliz, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!
Super fantástico!
No Balão Mágico,
O mundo fica bem mais divertido!
Sou feliz, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!
Superfantásticamente
As músicas são asas da imaginação
É como a flor e a semente
Cantar que faz a gente
Viver a emoção
Vamos fazer a cidade
Virar felicidade
Com nossa canção
Vamos fazer essa gente
Voar alegremente
No nosso balão!
Sou feliz, por isso estou aqui!!
Também quero viajar nesse balão!
Super fantástico!
No Balão Mágico,
O mundo fica bem mais divertido!
Sou feliz, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!
Superfantásticamente
As músicas são asas da imaginação
É como a flor e a semente
Cantar que faz a gente
Viver a emoção
Vamos fazer a cidade
Virar felicidade
Com nossa canção
Vamos fazer essa gente
Voar alegremente
No nosso balão!
Sou feliz, por isso estou aqui!!
terça-feira, março 10, 2009
Pergunta do dia
Mais vale ser uma pequena formiga num grande formigueiro, ou uma grande formiga num pequeno formigueiro?
segunda-feira, março 09, 2009
Parafraseando
É simplesmente IMPRESSIONANTE a veracidade da frasezinha ali do canto. Talvez poucas filosofias sejam tão verdadeiras quanto esta. Faça tudo com amor que o universo conspira a seu favor. É. Ainda mais juntando com nada é por acaso. O resultado disso é melhor impossível.
quinta-feira, março 05, 2009
Meus olhos são grandes pra isso. Talvez por isso só eu enxergue.
Pode parecer contraditório, há quem me chamará de mentirosa. Por mais que eu seja transparente e conte aqui literalmente o que acontece na minha vida, procuro não me expor por completo. Existem coisas que não precisam ser ditas, outras é melhor que definitivamente não sejam ditas, escritas. Mas não deixam de ser pensadas.
Tem vezes que quero escrever em caixa alta, bold, corpo 42 o nome, sobrenome e infinitos xingamentos impublicáveis. Outras, gostaria de dizer que inveja não me atinje, pelo contrário, sou bastante calejada. Em algumas situações fico aqui na frente do monitor, um sorriso maroto no rosto, rindo da ingenuidade alheia. Ou burrice. Em outras quero quebrar o que encontro pela frente. Mas aprendi a não perder a razão. Apesar de sempre ficar engessada por ela.
O que se passa aqui dentro, a verdade absoluta, ninguém conhece. Ninguém mesmo. Nem meu parceiro, amigas, família, terapeuta, pfff. Ninguém. Vivi coisas que arrisco dizer serem só minhas. Perdões, dúvidas, pecados, milagres, decisões, inúmeras situações que, num conjunto, me transformaram na conchinha secreta que sou. Não sei se as pessoas notam que eu mais ouço do que falo. Aliás, sou uma boa amiga ouvinte. E aquela que pouco fala sobre o que verdadeiramente sente.
E se um dia houver alguém que consiga abrir esta concha dos meus sentimentos e pensamentos e consiga me fazer falar, talvez neste dia eu me renda. Desmonte. Me entregue. Ou nasça outra vez.
Tem vezes que quero escrever em caixa alta, bold, corpo 42 o nome, sobrenome e infinitos xingamentos impublicáveis. Outras, gostaria de dizer que inveja não me atinje, pelo contrário, sou bastante calejada. Em algumas situações fico aqui na frente do monitor, um sorriso maroto no rosto, rindo da ingenuidade alheia. Ou burrice. Em outras quero quebrar o que encontro pela frente. Mas aprendi a não perder a razão. Apesar de sempre ficar engessada por ela.
O que se passa aqui dentro, a verdade absoluta, ninguém conhece. Ninguém mesmo. Nem meu parceiro, amigas, família, terapeuta, pfff. Ninguém. Vivi coisas que arrisco dizer serem só minhas. Perdões, dúvidas, pecados, milagres, decisões, inúmeras situações que, num conjunto, me transformaram na conchinha secreta que sou. Não sei se as pessoas notam que eu mais ouço do que falo. Aliás, sou uma boa amiga ouvinte. E aquela que pouco fala sobre o que verdadeiramente sente.
E se um dia houver alguém que consiga abrir esta concha dos meus sentimentos e pensamentos e consiga me fazer falar, talvez neste dia eu me renda. Desmonte. Me entregue. Ou nasça outra vez.
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