sexta-feira, agosto 28, 2009
quarta-feira, agosto 26, 2009
No escurinho do cinema, chupando drops de anis
Eu estou com medo da minha percepção de passagem dos dias. Eles têm voado. Ontem era sábado, dia 1º de agosto. Pisquei e acordei hoje. Socorro.
.:.
Um salve pro alho, pra figa e pra arruda que terão uma folguinha.
.:.
Um viva pro verão, mesmo que seja pegadinha.
.:.
Ontem tomei uma cerveja e por bastante tempo, provavelmente antes do elevado teor alcóolico, nem lembrei que um dia eu fumei.
.:.
Estava feliz por ter voltado a dançar. Agora quero me esconder num buraco. Se antes eu era bem ruim, agora beiro o ridículo. Tudo pode ser bizarro. Inclusive fazer tudo melhor pra esquerda.
.:.
Adoro liquidação de inverno com roupas de verão.
.:.
E eu acho ridículo muitas coisas. Inclusive ficar quieta com elas.
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Um salve pro alho, pra figa e pra arruda que terão uma folguinha.
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Um viva pro verão, mesmo que seja pegadinha.
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Ontem tomei uma cerveja e por bastante tempo, provavelmente antes do elevado teor alcóolico, nem lembrei que um dia eu fumei.
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Estava feliz por ter voltado a dançar. Agora quero me esconder num buraco. Se antes eu era bem ruim, agora beiro o ridículo. Tudo pode ser bizarro. Inclusive fazer tudo melhor pra esquerda.
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Adoro liquidação de inverno com roupas de verão.
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E eu acho ridículo muitas coisas. Inclusive ficar quieta com elas.
sexta-feira, agosto 21, 2009
Aos cinco anos,
a criança:
- Gosta da rotina porque faz sempre o mesmo.
- É mais deliberativa do que aos 4 anos. Pensa antes de falar.
- É mais séria a respeito de si mesmo e impressiona-a muito a capacidade de assumir responsabilidades.
- Encontra-se feliz no seu mundo, porque se sente cômoda consigo mesma e com o ambiente: encontrou o equilíbrio.
- Torna-se mais dona de si mesma, mais reservada. A sua relação com o ambiente manifesta-se em termos mais amistosos.
- O seu mundo é de aqui e de agora.
- Possui um forte sentido de posse, sobretudo com as coisas de que gosta.
- Dentro do âmbito familiar fará perguntas próprias: Para que serve? De que é feito?
- É necessário castigá-la por comportamentos perigosos ou danosos. Mandá-la para um canto silencioso, entediante e sem nada para fazer durante 5 minutos pode ser uma forma de controlar estas situações.
E esta criança completa domingo 5 anos de existência.
E problema é que lendo tudo isso não sei se a idade cronológica é do blog ou da mãe dele.
- Gosta da rotina porque faz sempre o mesmo.
- É mais deliberativa do que aos 4 anos. Pensa antes de falar.
- É mais séria a respeito de si mesmo e impressiona-a muito a capacidade de assumir responsabilidades.
- Encontra-se feliz no seu mundo, porque se sente cômoda consigo mesma e com o ambiente: encontrou o equilíbrio.
- Torna-se mais dona de si mesma, mais reservada. A sua relação com o ambiente manifesta-se em termos mais amistosos.
- O seu mundo é de aqui e de agora.
- Possui um forte sentido de posse, sobretudo com as coisas de que gosta.
- Dentro do âmbito familiar fará perguntas próprias: Para que serve? De que é feito?
- É necessário castigá-la por comportamentos perigosos ou danosos. Mandá-la para um canto silencioso, entediante e sem nada para fazer durante 5 minutos pode ser uma forma de controlar estas situações.
E esta criança completa domingo 5 anos de existência.
E problema é que lendo tudo isso não sei se a idade cronológica é do blog ou da mãe dele.
quarta-feira, agosto 19, 2009
Tenho medo de assumir que parei de fumar. Sempre que faço isso não dá certo, acabo desistindo, voltando ao vício e passando vergonha. Portanto não, não parei de fumar. Só não tenho acendido cigarros e isso já faz 17 dias e algumas horas. Ou 340 cigarros a menos.
Não tem sido uma tarefa fácil, como imaginei que não seria. Nunca deixarei de ser uma fumante, mesmo que jamais coloque de novo um cigarro na boca. Infelizmente não sou um tipo de pessoa que pode se dar ao luxo de fumar de vez em quando. Ou fumo, ou nunca mais posso tragar. Não sou meio termo nunca, com o cigarro não seria diferente. Portanto, sentirei vontade sempre.
Para quem não fuma, ou não é viciado, certamente parecerá um exagero, um melodrama mexicano da pior categoria. Mas não é fácil ser controlada pelo impulso. Sou totalmente suscetível ao vício. Qualquer coisa que repita sistematicamente e que ainda tenha algo químico envolvido, fico amarrada. Por isso fujo de todas as situações e coisas que possam me tornar uma dependente. Meu cérebro enraiza fácil.
Tenho a sensação de que nasci fumando. Que o cigarro faz parte da minha vida assim como pensar. Tenho passagens engraçadas, como fumar samambaia, por exemplo. Bizarrice mode on: reunia a criançada da rua, escondida. Toda samambaia tem uns toquinhos secos. Basta quebrar um pedaço, tirar um fiapinho que tem dentro e acender. Pronto. Caio em gargalhadas cada vez que me lembro disso e já pensei seriamente em incorporar uma samambaia à decoração lá de casa, discretamente.
Comecei a fumar com 12 para 13 anos. Matava aula pra fumar. Na terapia descobri que era pra oficializar a minha entrada no mundo adulto, à força, naquela época. Tinha responsabilidades e problemas de um adulto, então nada mais natural que o cigarro fizesse parte disso. E assim levei e trouxe esse vício até hoje, quase 14 anos depois. E em todos esses dias adaptei minha rotina e todos os meus passos em função do cigarro. Tudo planejado e calculado. Talvez por isso seja tão, tão difícil fazer o processo contrário.
Ainda não percebi os benefícios, continuo uma viúva inconformada. Chata, com humor insuportável, chorosa, com os nervos à flor da pele. Nada parece ter graça. Tenho procurado pensar racionalmente no assunto, pois o motivo que me fez parar também foi racional. Engraçado o que um taxista, numa noite de sexta-feira chuvosa, saindo mais de meia-noite do trabalho, pode fazer por alguém.
Troquei o cigarro por água com gás. Hoje em dia se me ver, estarei agarrada numa garrafinha de tampa vermelha. Tenho bebido umas três por dia e o frigobar aqui da agência substituiu o elevador. Em casa, é só eu dizer: "Amor, me dá um cigarro?" que uma água com gás surge na minha frente. Tem sido menos impossível e mais saudável.
Mas torço pelo dia que serei definitivamente uma ex fumante.
Não tem sido uma tarefa fácil, como imaginei que não seria. Nunca deixarei de ser uma fumante, mesmo que jamais coloque de novo um cigarro na boca. Infelizmente não sou um tipo de pessoa que pode se dar ao luxo de fumar de vez em quando. Ou fumo, ou nunca mais posso tragar. Não sou meio termo nunca, com o cigarro não seria diferente. Portanto, sentirei vontade sempre.
Para quem não fuma, ou não é viciado, certamente parecerá um exagero, um melodrama mexicano da pior categoria. Mas não é fácil ser controlada pelo impulso. Sou totalmente suscetível ao vício. Qualquer coisa que repita sistematicamente e que ainda tenha algo químico envolvido, fico amarrada. Por isso fujo de todas as situações e coisas que possam me tornar uma dependente. Meu cérebro enraiza fácil.
Tenho a sensação de que nasci fumando. Que o cigarro faz parte da minha vida assim como pensar. Tenho passagens engraçadas, como fumar samambaia, por exemplo. Bizarrice mode on: reunia a criançada da rua, escondida. Toda samambaia tem uns toquinhos secos. Basta quebrar um pedaço, tirar um fiapinho que tem dentro e acender. Pronto. Caio em gargalhadas cada vez que me lembro disso e já pensei seriamente em incorporar uma samambaia à decoração lá de casa, discretamente.
Comecei a fumar com 12 para 13 anos. Matava aula pra fumar. Na terapia descobri que era pra oficializar a minha entrada no mundo adulto, à força, naquela época. Tinha responsabilidades e problemas de um adulto, então nada mais natural que o cigarro fizesse parte disso. E assim levei e trouxe esse vício até hoje, quase 14 anos depois. E em todos esses dias adaptei minha rotina e todos os meus passos em função do cigarro. Tudo planejado e calculado. Talvez por isso seja tão, tão difícil fazer o processo contrário.
Ainda não percebi os benefícios, continuo uma viúva inconformada. Chata, com humor insuportável, chorosa, com os nervos à flor da pele. Nada parece ter graça. Tenho procurado pensar racionalmente no assunto, pois o motivo que me fez parar também foi racional. Engraçado o que um taxista, numa noite de sexta-feira chuvosa, saindo mais de meia-noite do trabalho, pode fazer por alguém.
Troquei o cigarro por água com gás. Hoje em dia se me ver, estarei agarrada numa garrafinha de tampa vermelha. Tenho bebido umas três por dia e o frigobar aqui da agência substituiu o elevador. Em casa, é só eu dizer: "Amor, me dá um cigarro?" que uma água com gás surge na minha frente. Tem sido menos impossível e mais saudável.
Mas torço pelo dia que serei definitivamente uma ex fumante.
sexta-feira, agosto 14, 2009
quinta-feira, agosto 13, 2009
Conforme determinei no início de 2009, este seria o ano de empreendedorismos. E o principal produto seria eu e a minha felicidade. Vários passos já foram dados nesta direção. Um deles ainda engatinha e não me sinto muito forte pra falar, talvez por isso esteja totalmente calada sobre o assunto. Mas venho me aplicando de forma surpreendente. Nem eu acredito nos resultados.Mas vamos ao passo que considero um dos mais importantes: voltar a ser uma bailarina. Não que tenha deixado de ser, mas era uma parte de mim adormecida e que acordou com um belo sorriso de felicidade. Há poucas coisas nesta vida que me fazem tão feliz quanto a dança.
Preciso de eixo para girar e este mesmo eixo se reflete para outras tantas coisas. Preciso que as costas estejam no lugar, então a postura frente aos problemas volta a ser mais altiva. Sem falar nos saltos, como tantos de alegria e felicidade. Volta a bailarina. Nada graciosa, mas cheia de vontade.
sexta-feira, agosto 07, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
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